Testemunhas de Jeová – Escravo Fiel e Discreto

Sociedade Torre de Vigia

Interpretação tendenciosa de textos

Pr. Airton Evangelista da Costa

Os “ungidos” da Torre de Vigia não apenas deturpam a Palavra de Deus, por omissão, acréscimo ou substituição, mas também interpretam-na de modo tendencioso para ajustá-la às suas doutrinas. É  o que veremos.

“Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim! Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens (Mt 24.45-47 – Tradução do Novo Mundo).

A Organização começa a interpretar o texto acima:

“As testemunhas de Jeová entendem que o “escravo” é composto por TODOS os cristãos ungidos como grupo [em itálico] na terra em qualquer tempo determinado 19 séculos desde Pentecostes. Por conseguinte, os “domésticos” (A Sentinela, 01.09.1981, pg. 24).

“Jesus Cristo é Cabeça da congregação, e suas palavras mostram que ele os fortaleceria para alimentarem seus “domésticos”  durante todos os séculos. Evidentemente, uma geração da classe do “escravo” alimentava a geração seguinte, além de continuar a alimentar a si mesma” (A Sentinela, 15.07.1975).

Comentários – Jesus é Cabeça da Igreja. Suas palavras eram para alimentar a sua Igreja, a Igreja que virá buscar na Sua vinda (Ef 5.23; Jo 14.3). A STV arma uma estratégia para cauterizar as mentes de seus seguidores, e declara formalmente que Jesus ungiu o Copo Governante:

“Os membros ungidos, individuais, dessa congregação unida receberiam todos o mesmo alimento espiritual [A STV sublinha a frase]. Para tal fim [sublinhado], seu “Amo” designou (?!) a classe de “mordomo fiel”, um corpo coletivo de cristãos ungidos na terra desde Pentecostes de do “escravo fiel e discreto” não havia de continuar durante os séculos até a volta do Amo com seu poder régio…(A Sentinela, 01.09.1981, pg. 26).

Comentários – Se TODOS recebiam o alimento espiritual do “Amo”, onde estava este grupo, o corpo de cristãos ungidos durante dezenove séculos, que seria o Corpo Governante?

 A Torre responde:

“Apesar da apostasia, os semelhantes ao trigo se evidenciavam durante os séculos de trevas espirituais” (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976, pg. 33).

Comentários – “Apesar de dizer que seus supostos antecessores “ungidos”  se “evidenciavam” [sobressaiam, brilhavam], a Sociedade não os identifica! Portanto, não se sabe quem eram eles (Livro A Verdade sobre as Testemunhas de Jeová, Cap. 12, pg. 183). A Torre também não sabe:

“Quem eram os “filhos do reino” durante os séculos de apostasia? Não sabemos com certeza. Através dos séculos sempre houve os que amaram a verdade” Proclamadores do Reino de Deus, pg. 44). E mais: “Embora não possamos identificar positivamente nenhuma dessas pessoas com “o trigo” da ilustração de Jesus, certamente Jeová conhece os que lhe pertencem – 2 Tim 2.19 (Os Proclamadores na mesma página).

Escreveu o ex-Ancião Cid de Farias Miranda, no livro acima citado: “Isto é verdade. Jeová conhece todos os que lhe pertenceram, os “semelhantes ao trigo”, em todas as épocas. A Sociedade, todavia, não consegue “identificar” positivamente ninguém anterior ao século 19 que se enquadre na descrição de um grupo “alimentado” por uma sede central (como a de Brooklin), tendo exatamente as mesmas crenças hoje adotadas pelas Testemunhas de Jeová.

Comentários – Incoerência dos argumentos – Sobre estes ungidos que teriam sido antecessores A Sentinela de 15.07.1975, declara: … ele [Cristo] os fortaleceria para alimentarem seus “domésticos” durante todos os séculos .Evidentemente, uma geração da classe do “escravo” alimentava a geração seguinte além de continuar a alimentar a si mesma.

Se cada geração do “escravo” – escreveu o ex-Ancião – alimentava a geração seguinte, onde está o registro histórico da geração que antecedeu Charles Taze Russell e que o alimentou? Russell foi criado na Igreja Presbiteriana, depois filiou-se à Igreja Congregacional, e, finalmente, restaurou sua fé com os adventistas, “sob a orientação de Deus”, nas próprias palavras dele (Proclamadores, pgs. 43 e 44). Todas estas, segundo a Sociedade, faziam parte da chamada “religião falsa”. Não podiam, portanto, ter sido da parte do “escravo”. Essas observações do ex-Ancião Cid e William, no livro supracitado, põe em nocaute toda essa inverdade criada pela Torre.

Os ‘ungidos” tiveram o atrevimento de declarar que “todos nós precisamos de ajuda para entender a Bíblia, e não podemos encontrar a orientação bíblica de que precisamos fora da organização do “escravo fiel e discreto“.(A Sentinela e 15.08.198, pg. 19). Esta declaração se deu depois de os “ungidos” terem decretado o fim do mundo para 1881, 1914, 1918, 1920, 1925, 1975. Para tais falsas profecias, alegaram que decorriam de segura e inquestionável exame da palavra de Jeová.

Antes de chegar ao epílogo dessas inverdades, vamos conhecer essa pérola de Fake News:

 “Em 1918, o entronizado Rei Jesus Cristo encontrou um pequeno grupo de cristãos que haviam abandonado as igrejas da cristandade e se ocupavam em cuidar dos interesses terrestres do seu Amo, Depois de refiná-los como que em fogo, Jesus conferiu aos escravos, em 1919, uma autoridade ampliada (Malaquias 3.1-4; Lucas 19.16-19). Designou-os “sobre todos os seus bens”. – Lucas 12.42-44) (A Sentinela de 15.03.1990, pg. 15).

Comentários – Para que esse ensino tivesse o mínimo de credibilidade, os “ungidos” teriam, como único canal com Jeová, dizer em que país Jesus conferiu unção dobrada a esses escravos; dizer quantos foram agraciados – 10 mil, 50mil, dois milhões? – informando a cidade  e a exata localização. Pelo que vimos acima, Russell estava fora disso.

Então, apresentadas essas premissas que visavam colocar uma auréola de santidade sobre o Corpo Governante, declara:

“Não é provável que alguém, por apenas ler a Bíblia, sem aproveitar das ajudas divinamente providas [quer dizer providas por Jeová ao CG], consiga ver a luz. É por isso que Jeová Deus proveu “o escravo fiel e discreto“, predito em Mt 24.45-47. Atualmente, este escravo é representado pelo CORPO GOVERNANTE DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ. (A Sentinela de 01.05.1992, pg. 31, terceiro parágrafo).

  Fica claro que foi muito pobre o alimento espiritual provido pelo Rei Jesus no encontro com alguns irmãos. Não evitou que lançassem uma versão de Bíblia cheia de contradições e omissões. Fica a dúvida muito fácil de ser esclarecida. Foi Jesus mesmo? Jesus que disse que ninguém sabe a hora de sua vinda?

A tentativa de coroar os membros do Corpo Governante com uma unção ampliada foi um fracasso, não admitido pelos que estão dentro da bolha doutrinal da seita e já receberam uma “ampliada” lavagem cerebral. O mesmo fracasso das falsas profecias.

Um registro: 1) A Torre diz que foi o Rei Jesus que derramou graça sobre um pequeno de cristãos, em A Sentinela de 15.3.1990, pg. 15.

2) Em A Sentinela de 11.5.1992, pg.31, diz que foi Jeová. Muito estranho. Em toda a TNM não ocorre esse fato. Jeová o Deus é sempre apresentado como o Pai e Jesus como um deus menor (ver João 1.1 – TNM). Fato a explicar. Será que a Torre vai retroceder e aceitar como verdade absoluta as palavras do Senhor Jesus: Eu e o Pai somos um (Jo 10.30)? Que um deus menor não poderia ser UM com o Deus Todo Poderoso, a não ser que o menor seja em tudo igual ao maior? Veremos.

 

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