Testemunhas de Jeová: Ensinos que o vento levou

Testemunhas de Jeová: Ensinos que o vento levou

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

No livro A Verdade Sobre as Testemunhas de Jeová, há um capítulo com esse título: “Ensinos que o vento levou”. Seus autores, ex-anciãos que serviram ao grupo por mais de 20 anos, registraram, a partir da página 102, diversos ensinos controversos do corpo Governante, como seguem.

01) Os mortos de Sodoma ressuscitarão?

O Corpo Governante deu as seguintes interpretações à palavra de Jesus, em Mateus 10.15 e 11.23-24.

a) Os mortos de Sodoma não ressuscitarão (“Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado”, 1959, pág. 236; mencionado à pág. 101 do “Proclamadores”).

b) Os mortos de Sodoma ressuscitarão (“Livro Poderá Viver Para Sempre no Paraíso da Terra”, 1983, pág. 179).

c) Os mortos de Sodoma não ressuscitarão (A Sentinela, 01.06.1988, pág. 31).

Sobre o fato, dizem Cid de Farias Miranda e William do Vale Gadelha em seu livro, à página 107: “Logicamente, Jeová não orientou nenhum destes entendimentos. O Corpo Governante não tem orientação divina”. E citam Tiago 1.17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, pois desce do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação”.

A respeito da ressurreição dos ímpios, diz a Bíblia: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (Ap 20.5).

02) A parábola das ovelhas e dos cabritos

O Corpo Governante deu as seguintes interpretações ao que está escrito em Mateus 25.32-33: “… e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda”.

a) “Ele separará as ovelhas dos cabritos”. “Desde a sua chegada para julgamento em 1918, Jesus tem estado a fazer esta separação das pessoas… Jesus mostrou que a classificação em “ovelha” ou “cabrito” era baseada no modo com que a pessoa tratasse os seus seguidores sobre a terra e a mensagem do Reino que eles levam. Esta obra de separação está quase completa…” (A Sentinela, de 15.04.1962, pág. 254). “Os cabritos serão destruídos por deixarem de ajudar os “irmãos” ungidos de Cristo [isto é, o Corpo Governante] em seu serviço a Deus. Com o tempo, esses “cabritos” revelam-se pecadores impenitentes, iníquos, endurecidos na sua prática da injustiça [As ameaças são constantes. Uma prática para manter os membros totalmente submissos e amedrontados] As “ovelhas serão abençoadas porque de todas as maneiras apóiam os “irmãos” de Cristo” [Mas se uma ovelha resolver seguir outra religião passa de abençoada para amaldiçoada] (“Poderá Viver Para Sempre no Paraíso da Terra”, pág. 183).

“Pensar de outro modo seria encarado como rebeldia contra Jeová, pois o Corpo Governante considera a discordância de suas interpretações humanas falíveis como apostasia contra Deus”, escreveram Cid e William, ex-anciãos.

b) “Por muito tempo pensávamos que esta parábola retratava a Jesus assentado como Rei, em 1914, fazendo desde então julgamentos – vida eterna para os que provam ser como ovelhas, e morte permanente para os cabritos. Mas a reconsideração da parábola leva a um entendimento reajustado de quando se aplica e o que ela ilustra. Aplica-se esta parábola ao tempo em que Jesus se assentou com poder régio em 1914, como entendíamos por muito tempo? No entanto, não há nada que indique que naquela época, ou mesmo desde então, Jesus se tenha assentado para julgar finalmente todas as nações como ovelhas ou cabritos. Em outras palavras, a parábola aponta para o futuro, quando o Filho do homem vier na sua glória. O julgamento é futuro’ (A Sentinela, de 15.10.1995, pág. 19-23).

“O Corpo Governante esteve divulgando um ensino falso durante anos e anos. Esteve errado durante décadas, apesar de se declarar “dirigido por Deus. O mais interessante é que as igrejas da cristandade, que segundo o Corpo Governante, não têm a luz de Deus, já tinham o entendimento correto dessa parábola havia séculos. Como se explica isso?”(“A Verdade Sobre as Testemunhas de Jeová”, pág. 110).

03) A identidade das autoridades

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores” (Rm 13.1).

a) Do final do século dezenove até 1929 o Corpo Governante entendia que essas autoridades eram os “governantes humanos” (O Plano Divino das Eras, 1886, em inglês, pág. 266; A Sentinela, de 01.05.1996, pág. 13, parágrafo 12).

b) De 1929 em diante, os “ungidos” mudaram o discurso. As autoridades superiores de que fala o Apóstolo agora são Jeová Deus e Jesus Cristo (Livro Salvação, 1940, pág. 227; livro “Seja Deus Verdadeiro”, 1955, pág. 241-242).

c) A partir de 1963, e o Corpo voltou a entender que essas autoridades eram “governantes humanos” (A Sentinela, de 15.06.1963, pág. 362, parágrafo 7; Conhecimento que conduz à vida eterna, 1995, pág. 132).

d) Explicações para o ensino errado: “Por muitos anos, os Estudantes da Bíblia haviam ensinado que “as autoridades superiores” eram Jeová Deus e Jesus Cristo” (Proclamadores, 1993, pág. 147, parágrafo 2).

Indagam os autores do livro em pauta: “Quantos ensinos “verdadeiros” atuais ainda serão descartados, no futuro?”

Não causará nenhuma surpresa se, dentro de algumas dezenas de anos, os “ungidos” resolverem liberar a transfusão de sangue, a comemoração de aniversários, saudação à bandeira nacional, bom relacionamento com os que se afastam do grupo, e outras coisas mais. E qual a garantia de que essas proibições não serão mais uma vez restabelecidas? Como justificativa, simplesmente dirão que “os Estudantes da Bíblia pensavam assim”, que “muitos pensavam”, que “uma nova luz raiou”, que “achava-se”. O Corpo Governante usa a terceira pessoa e o sujeito indefinido para não assumir diretamente a responsabilidade por seus erros. Se assumi-los, as vítimas poderão requerer na justiça vultosas indenizações por danos morais. Citemos como exemplo a proibição de fazer transfusão de sangue. Quantos já morreram por se submetem aos caprichos de seus líderes?
A verdade é que esses líderes não são os ungidos de Deus. E não falamos aqui sobre o serviço civil alternativo, as falsas profecias a respeito do fim do mundo e outras heresias.

04.10.2008
www.palavradaverdade.com
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