Por que Deus permite a ocorrência de tantas coisas “erradas”?

CONSULTA:

Estou dessa vez escrevendo para o irmão para que me ajude a responder uma indagação de uma pessoa, pois eu até respondi ele, mas não fiquei satisfeito com minha resposta.

Ele a princípio perguntou para mim, por que Deus mandou o diabo para a terra. Logo após perguntou, se Deus sabia que iríamos sofrer tanto, então por que Ele permitiu que o diabo viesse para cá também.

E para terminar, ele indagou perguntando, por que Deus não destruiu o diabo na primeira hora que ele havia traído Sua confiança. Se o SENHOR é o Todo-Poderoso, por que não destruiu satanás?

RESPOSTA:

Essas perguntas deveriam ser feitas a Deus. E também muitas outras, no mesmo diapasão: Por que ele criou o homem? Por que Ele consentiu que anjos se rebelassem? Por que Ele permitiu que o diabo enganasse Adão e Eva? Por que Ele colocou o homem num planeta tão pequeno, em comparação com a grandeza do Universo? Por que Ele permite que pessoas tão ruins vivam tanto tempo [alguns só morrem depois dos 80 anos]? Por que Ele criou o Universo? Por que Ele permite tantas tragédias (vulcões, terremotos, acidentes, doenças, incêndios, guerras)? Por que Ele não proíbe o homem de pecar?

Somos pequenos demais para compreendermos os grandes mistérios do nosso Deus soberano e Todo-poderoso. Algumas dessas perguntas poderiam até ser respondidas à luz da revelação bíblica. Mas nesse momento quero ressaltar a vontade soberana de Deus. Ele fez e faz como lhe apraz.

“Não pretendo, Senhor, penetrar em tuas profundezas, pois de maneira alguma posso comparar meu intelecto com o teu; mas desejo compreender, até certo ponto, tua verdade, que meu coração aceita e ama. Pois não busco compreender para que possa crer, mas creio para que possa compreender” (Anselmo, Arcebispo de Cantuária a partir de 1093).

A palavra do apóstolo Paulo é pertinente: “Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido” (1 Co 13.12).
06.10.2007

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *