Pela descriminalização do aborto [Comentários do Pr. Airton Costa]

11/05/2007
Pela descriminalização do aborto
www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult511u302.shtml

“Ninguém é a favor do aborto. A pergunta é: a mulher deve ser presa? Deve morrer?” A declaração é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Defensiva, retrata como é difícil debater a descriminalização do aborto até 12 semanas de gestação (há um projeto em tramitação no Congresso). Pertinente, traz indagações que merecem discussão.

Lula tem razão quando diz que ninguém é a favor do aborto. Colocar a discussão nesses termos é transformar num Fla-Flu um grave problema de saúde pública que atinge sobretudo os mais pobres. É simplificar nuances legais, morais, éticas, religiosas.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 220 mil mulheres procuram hospitais públicos por ano para tratar de seqüelas de abortos clandestinos. Há estimativas extra-oficiais de que sejam realizados mais de um 1 milhão de abortos por ano no Brasil.

Comentário:

Aborto é crime hediondo. É matança de crianças não nascidas, inocentes e indefesas. A tentativa de oficializar o aborto é contrária aos princípios jurídicos, éticos e morais. Pelo contrário. A Polícia Federal bem que poderia lançar uma operação de caça às bruxas, para investigar, detectar e fechar as clínicas clandestinas envolvidas no rendoso negócio do aborto. O Governo não tem o direito de incentivar a prática do assassinato. E ele mesmo, o Governo, não tem o direito de tirar uma vida. Se aborto não é homicídio, o que é então? O uso de drogas da pesada também é um caso de saúde pública. Então, para resolver esse problema iremos liberar a maconha e a cocaína? Se crianças em desenvolvimento podem ser condenadas à morte, por que não condenarmos à morte assassinos confessos e irrecuperáveis? O dever do Estado não é o de legalizar crimes. As mulheres, principalmente as adolescentes, precisam ser orientadas pelo Estado e pelos pais para não caírem na prostituição. Não há estatística, mas creio que a maioria dos casos de gravidez “indesejada” resulta de uma vida de libertinagem sexual. Se ficarem grávidas, o Governo tem o dever de garantir-lhe acompanhamento pré-natal. Às que não disponham de recursos para levar avante a gestação, o Governo lhes daria uma ajuda financeira – a “Bolsa Gestante”. O Estado estará sempre atento à prevenção. O aborto não é tratamento preventivo. Fazer sexo seguro é a melhor forma de evitar “gravidez indesejada”. As mulheres devem desejar a gravidez, mas não a gravidez como resultado de uma vida promíscua. E o sexo seguro só se dá no âmbito do casamento, entre marido e mulher.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *