O Significado de Excomunhão

“EXCOMUNHÃO – ([Do lat. Excommunicare, separar]. Apartar, por força de sentença, o infiel da comunhão da Igreja. Através desta pena, o membro infrator fica proibido de participar dos bens espirituais que o Senhor colocou à disposição dos santos. A excomunhão, porém, só tem efeito diante de Deus se o apenado realmente tiver contrariado os preceitos das Sagradas Escrituras. Caso contrário, não passará de mera sanção social” (Dicionário Teológico, Claudionor Corrêa de Andrade).

“EXCOMUNHÃO – 1 Ato de excomungar. (2) Pena eclesiástica que exclui do gozo de todos os bens espirituais comuns aos fiéis, ou de alguns desses bens” (Dicionário Aurélio)”.
“EXCOMUNHÃO – É uma das maiores penas que um fiel pode receber da Igreja. O fiel excomungado fica proibido de receber os Sacramentos e de fazer alguns atos Eclesiásticos. A excomunhão faz parte das censuras no Código de Direito Canônico [da Igreja Católica] sendo uma das três mais duras e severas” (Internet – Wikipédia).
“IGREJA CATÓLICA – Direito Canônico – Quem provoca aborto incorre em excomunhão automática, não podendo receber sacramentos (eucaristia e crisma, por exemplo) até a sanção ser levantada. Bispos têm autoridade para retirar a excomunhão. Em muitas dioceses, padres também podem voltar atrás. A mulher poderá não incorrer em excomunhão por se encontrar em situações atenuantes – ser criança, estar sob forte perturbação emocional, atuar sob coação ou desconhecimento não culpável da gravidade do ato. A Igreja Católica incluiu o aborto provocado no rol dos pecados que implicam excomunhão automática por entender que é um crime contra a vida especialmente grave, pois atenta contra um ser humano indefeso. Código Penal – Não pune o aborto praticado por médico em caso de risco de vida para a mãe ou estupro”(www.estadao.com.br/vidae/not_vid334612,0.htm).

Qualquer pecado afasta o pecador da comunhão com Deus. Porém, se houver sincero arrependimento e vontade ardente de deixar o pecado, “Deus se mostra fiel e justo para nos perdoar” (1 Jo 1.9).

A sanção aplicada pela Igreja Católica não significa um julgamento final, diante do qual o excomungado será lançado no fogo eterno. Qualquer espécie de pecado pode ser perdoado, exceto o da blasfêmia contra o Espírito Santo:

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados” (Atos 3.19).

“Portanto, eu [Jesus] vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada” (Mt 12. 31).

“A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição contínua e deliberada do testemunho que o Espírito Santo dá de Cristo, da sua Palavra e da sua obra de convencer o homem, do pecado (cf. Jo 16.7-11). Aquele que rejeita a voz do Espírito e se opõe a ela, afasta de si mesmo o único recurso que pode levá-lo ao perdão – o Espírito Santo. Os passos que levam à blasfêmia contra o Espírito: (1) Entristecer o Espírito. Se isto for contínuo, levará à resistência ao Espírito (Ef 4.30); (2) Resistir ao Espírito leva ao apagamento do Espírito dentro da pessoa (1 Ts 5.19); (3) Apagar o Espírito leva ao endurecimento do coração (Hb 3.8-13); (4) O endurecimento do coração leva a uma mente proba e depravada, a ponto de chamar o bem de mal e o mal de bem (Rm 1.28; Is 5.20). Quando o endurecimento do coração atinge certa intensidade que somente Deus conhece, o Espírito já não contenderá para levar aquela pessoa ao arrependimento (cf. Gn 6.3; Pv 28.13; 29.1). Quanto àqueles que se preocupam pensando que já cometeram o pecado imperdoável, a sua disposição de se arrependerem e quererem o perdão, é evidência de que não cometeram tal pecado imperdoável” (Comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal).
13.03.2009

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