Minha Carne, Minha Alma

MINHA CARNE DE LAMA, BARRO E CHÃO
CANSADA, PÁLIDA, FÚTIL, VENCIDA
NA BATALHA DURA DO MUNDO CÃO
SEM NO AMOR NUNCA ENCONTRAR GUARIDA

ENFRAQUECIDO SANGUE, NERVOS TENSOS
ABATIDO ESQUELETO TENEBROSO
ARRASTANDO MEU CORAÇÃO, MEUS MEMBROS
AO MEU DERRADEIRO E EXTREMO ESFORÇO

PORÉM, MINH’ALMA, MINHA FORÇA IMENSA
DA CAVERNA DO MEU CORPO SE AGITA
TAL RAIO DE LUZ PERENE, FORTE, INTENSA

A ILUMINAR TRÔPEGOS PASSOS MEUS
A ENCHER DE FELICIDADE A VIDA
A LIGAR MEU CORPO AO SUPREMO DEUS

(Novembro/80 – Antes de minha conversão)

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