MANIQUEÍSMO – Significado

Ao contrário do que muitos pensam, o Maniqueísmo não é uma seita herética, uma vez que seu fundador, Mani, foi um sábio persa, considerado o último dos gnósticos. Em realidade, Mani fundou uma Religião, no século III d.C., que chegou a rivalizar-se contra o Cristianismo. Segundo a crença maniqueísta, Deus é um Deus Teísta; Ele Se revela aos homens. Criam que Mani era o instrumento especial dessa Revelação, sendo ele o prometido “paracleto”. Ainda criam, que Deus teria Se revelado mediante a mensagem espiritual de servos escolhidos como Buda, Zoroastro e Jesus; mas Mani seria o último e maior desses servos de Deus. Os eleitos entre os seguidores, ou seja, aqueles que aderem à fé de forma séria, seriam os ascetas, que se abstêm de carne, de qualquer ato de morte, até mesmo de animais e plantas, e que nunca mantêm relações sexuais. Ainda segundo o Maniqueísmo, haveriam duas raízes em existência, separadas, em conflito e irreconciliáveis, Uma dessas, é a luz, que resulta no reino da paz e da bondade, que possuía um “dirigente”, a quem chamavam “diretor dos espíritos”. A outra raiz, seriam as trevas, o reino de turbulência e maldade, e seu governador e seus espíritos, são seres maliciosos e maus. Este último reino controlaria a matéria, pelo que Mani o considerava por este motivo é tão mundano, quanto diabólico. Deus é eterno, mas Satanás (o contra-Deus), foi produzido por elementos tenebrosos. Originalmente esses dois reinos existiam separados. Mas, finalmente, entraram em choque. Como se pode observar, o Maniqueísmo é uma Religião que reúne elementos do Judaísmo, Cristianismo, Budismo, Dualismo e Gnosticismo.

FONTE: Dicionário Teológico Brasileiro Lázaro Soares de Assis

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