Conferência de saúde rejeita a legalização do aborto no país

CONFERÊNCIA DE SAÚDE REJEITA A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO PAÍS

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/11/18/32721218/11/200

Evandro Éboli – O Globo

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/11/18/
327212214.asp

18/11/2007

BRASÍLIA – APÓS FORTE PRESSÃO DE SETORES DA IGREJA CATÓLICA, A MAIORIA DOS CERCA DE 2,7 MIL DELEGADOS DA 13ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE REJEITOU, NA MANHÃ DESTE DOMINGO, A PROPOSTA DE APOIO A PROJETO DE LEI QUE LEGALIZA O ABORTO NO PAÍS. O Ministério da Saúde saiu derrotado. O governo apoiou, na conferência, a descriminalização do aborto. A proposta havia sido aprovada em sete das dez plenárias na última quinta-feira, mas o resultado não se confirmou no plenário.

Mais organizados, os católicos ocuparam os lugares estratégicos à frente da mesa que dirige os trabalhos. A votação se dava com levantamento dos crachás de cada um dos delegados. A proposta rejeitada diz o seguinte: “Assegurar os direitos sexuais e reprodutivos, respeitar a autonomia das mulheres sobre seu corpo, e a questão do aborto, reconhecendo-o como problema de saúde pública e discutir sua descriminalização por meio de projeto de lei”.

Para Clóvis Boufleur, da Pastoral da Criança, entidade contrária ao aborto, a decisão da conferência foi uma “vitória da sociedade”, que, segundo ele, é contrária a descriminalização. O diretor de Ações e Programas Estratégicos do Ministério da Saúde, Adson França, que defendeu a proposta no encontro, afirmou que não reconhecer o aborto como um grave problema de saúde pública é “hipocrisia”.

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