Baderna Rumo ao Caos

AINDA NÃO ESTAMOS na situação de caos, que se configura por ausência total de ordem. Porém, o objetivo dos vândalos é causar pânico, derrubar governos, depredar prédios públicos, ridicularizar autoridades. Tudo isso com o uso da força.
A baderna – desordem barulhenta, confusão, bagunça – está em fase preliminar. Torçamos para que não passe à fase seguinte – uso de armas de fogo, de carros bomba e provocação de incêndio em casas comerciais e repartições públicas. A ação deletéria dos baderneiros, como vista no Rio e São Paulo, produziu metástase em várias partes do país.
De modo algum deixamos de reconhecer a legitimidade dos protestos de milhares de brasileiros em pleno exercício da democracia. Porém, está mais do que comprovada a infiltração de vândalos que desejam apenas a perturbação da ordem estabelecida, depredam e saqueiam lojas comerciais.
Conscientes ou não, os ativistas usam o símbolo de “anarquia” da Nova Era – a letra “A” dentro de um círculo – que transmite a seguinte mensagem: destruição de toda e qualquer organização religiosa ou não, que não queira se integrar ao novo sistema ateu universal; declara a anarquia do inferno às organizações que resistem à adesão aos seus princípios; é contra tudo que é lei; representa confusão, caos, desordem e rebeldia.
Também é o principal símbolo da Federação Anarquista de São Paulo, cujos objetivos são bem parecidos com os do Movimento Nova Era:
http://nucleos-fasp.blogspot.com.br/2008/08/o-objetivo-dos-anarquistas-errico.html
“Abolir a propriedade individual e a autoridade, isto é, expropriar os proprietários da terra e do capital, derrubar o governo, e colocar à disposição de todos a riqueza social, a fim de que todos possam viver a seu modo, sem outros limites senão aqueles impostos pelas necessidades, livre e voluntariamente reconhecidas e aceitas. Em resumo, realizar o programa socialista-anarquista. E estamos convencidos (a experiência cotidiana nos confirma) que se os proprietários e o governo dominam graças à força física, devemos, necessariamente, para vencê-los, recorrer à força física, à revolução violenta. Somos, portanto, inimigos de todas as classes privilegiadas e de todos os governos, e adversários de todos aqueles que tendem, mesmo de boa fé, a enfraquecer as energias revolucionárias do povo e a substituir um governo por outro”.
Os atos de violência desse grupo são praticados às claras, diante da Polícia, fotografados, filmados, registrados, testemunhados por milhões de brasileiros. Tudo isso acontece não bastasse a violência “normal” a que estamos mergulhados, afora sequestros e assaltos. Vejam a notícia oficial: “O número de assassinatos no Brasil entre 2004 e 2007 é maior que as baixas dos 12 maiores conflitos armados no mesmo período. Nesses quatro anos, 192.804 pessoas foram assassinadas a tiros no Brasil. As guerras provocaram a morte de 169.574 pessoas. Entraram nessa conta o Iraque, Afeganistão, Paquistão, Palestina e Colômbia, entre outros. O mapa é elaborado a partir de dados do Ministério da Saúde, no Brasil, e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com a palavra, as autoridades competentes, responsáveis pela manutenção da ordem e defesa dos cidadãos.
18.08.2013

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