A Cidade Santa: Roma ou Jerusalém?

ISRAEL OCUPA 1/6 de 1% da área de terra que os árabes possuem. Os árabes têm o petróleo, a riqueza e a influência mundial que tais recursos aparentemente inesgotáveis proporcionam. Não apenas o pedacinho de terra de Israel é dificilmente perceptível no mapa-múndi, como também lhe faltam todas as coisas essenciais para que se torne o centro das preocupações de todo o mundo. Entretanto, desafiando o bom-senso, Israel é o foco da atenção mundial, exatamente como foi profetizado.
Jerusalém é uma pequena cidade sem importância comercial ou localização estratégica. Mesmo assim os olhos do mundo inteiro estão sobre ela mais do que sobre qualquer outra cidade. Jerusalém tornou-se realmente uma “pedra pesada” atada ao pescoço de todas as nações do mundo, o problema mais irritante e instável que as Nações Unidas enfrentam. E não há explicação lógica para isso. Está se cumprindo hoje o que os profetas hebreus declararam há milhares de anos e que parecia absolutamente irreal em seu tempo. Essa é apenas uma parte da evidência de que os “últimos dias” profetizados estão chegando para nós, e que a nossa geração, provavelmente, verá o restante da profecia cumprida.
As profecias acima delineadas (para não citar inúmeras outras) têm sido assunto de conhecimento público nas páginas da Escritura e têm estado disponíveis para exame cuidadoso durante séculos. Que elas tenham se cumprido com detalhes não pode ser obra do acaso, sendo, na verdade, a prova evidente da existência do Deus que inspirou a Bíblia, provando a autenticidade e inerrância desse Livro. Em vista de tal clara e admirável evidência, somente podemos supor benevolentemente que nenhum agnóstico ou ateu tenha se atrevido a ler as profecias bíblicas nem as tenha pessoalmente comparado com a história e os eventos atuais.
Existem profecias adicionais concernentes a Israel e Jerusalém que se referem aos últimos dias, as quais ainda guardam cumprimento futuro. Entretanto, podemos estar certos, baseados nas profecias que já se cumpriram, que estas também se realizarão em um futuro não muito distante. O tempo mais aterrador de destruição para os judeus e também para toda a população mundial ainda está por vir. Ele se chama “tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30.7).
Com espantosa precisão a Bíblia não menciona Damasco, Cairo, Londres ou Paris como centro da ação dos últimos dias, mas apenas duas cidades específicas: Jerusalém e Roma. Elas são antagônicas, têm sido inimigas desde a época dos césares e notavelmente continuam rivais pela supremacia espiritual ainda hoje. A Roma católica reivindica ser a “Cidade Eterna”, e a “Cidade Santa”, títulos que a Bíblia concede a Jerusalém [Isaías 52.1; Apocalipse 21.2]. Roma também afirma que é a “Nova Jerusalém”, provocando um conflito direto com as promessas de Deus concernentes à verdadeira Cidade de Davi.
Passaram-se 2.000 anos de tensão e antagonismo entre Roma e Jerusalém. Durante quase 46 anos após o renascimento de Israel em 1948, o Vaticano se recusou a reconhecer esse país. Essa animosidade não foi apagada pela recente abertura, que o Vaticano usou apenas como expediente para se aproximar de Israel. Roma quer exercer influência sobre o futuro de Jerusalém, insistindo em torná-la uma cidade internacional, sobre a que Israel não tenha mais direitos do que qualquer outra nação.
Com espantosa precisão a Bíblia identifica Jerusalém e Roma como os pontos centrais dos eventos profetizados para os últimos dias. Ambas vão ter sua parte no julgamento de Deus. Exige-se pouco mais que atenção casual sobre as notícias diárias para se reconhecer a precisão da profecia. Também aí, no que a Bíblia diz sobre Roma e a cidade do Vaticano, temos evidências adicionais de que esse Livro é a Palavra de Deus.

Extraído do livro “A Mulher Montada na Besta”, Dave Hunt, Vol. I, 2001 Actual Edições, tradução do original em inglês “A Woman Rides the Beast”, Copyright 1994 by Dave Hunt, cap. 2, páginas 27 e 28.

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