Você não sabe o que está perdendo

ADAIL CAMPELO DE ABREU

A qualidade dos manuscritos bíblicos existentes supera em muito a de qualquer literatura antiga; a quantidade de evidências manuscritas do Novo Testamento é surpreendente. Existem mais de 5000 manuscritos em grego. Alguns deles contêm todo o Novo Testamento, outros apenas porções, e outros, ainda, são apenas rascunhos, contendo apenas algumas palavras. Mais de 9000 traduções antigas do Novo Testamento para o latim, siríaco, copta e outras línguas mediterrâneas nos dão uma ótima visão sobre o texto bíblico.
O lapso de tempo entre a composição do original e as cópias mais antigas existentes é centenas de anos menor que o de outros escritos antigos. A descoberta dos manuscritos do mar Morto levou os manuscritos mais antigos do Velho Testamento ao século II a.C. A maioria dos livros do Novo Testamento é atestada em manuscritos apenas 200 anos mais novos que os originais. Alguns fragmentos em
papiro do evangelho de João datam de apenas 50 anos depois do original.
Hoje, poucas pessoas conseguem imaginar a dureza do trabalho dos escribas para copiar a Bíblia. Escribas judeus seguiam um rígido protocolo para eliminar os erros na Bíblia hebraica. Eles contavam linhas, palavras e letras para ter a certeza de que estavam no caminho certo. Eles conheciam a letra central do Pentateuco e a do
Antigo Testamento inteiro, e essas letras funcionavam como um ponto de controle especial. Qualquer erro resultava na destruição do manuscrito.
Os escribas do Novo Testamento se acomodavam em mesas,
balcões ou se curvavam com os joelhos diante de um rolo. Em alguns momentos, uma sala de copistas ouvia o ditado de um leitor. Em outros, o escriba copiava direto do exemplar, ou o original.
Especialmente nos manuscritos mais difíceis aparecem, às vezes, notas marginais como essas: “Escrever encurva as costas

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