Testemunhas de Jeová: Ex anciãos revelam os métodos terroristas dos interrogatórios

“O que há algo de positivo em se instilar medo opressivo em alguém, de leva-lo a um interrogatório para, após o mesmo, isola-lo completamente, mostrando absoluto desprezo por ele? Há algo de louvável nas táticas intimidatórias austeras que acarretam a imediata perda de amigos e familiares Testemunhas? Que mérito há ao se julgar uma pessoa como “apóstata”, cortá-la da associação “cristã” simplesmente porque discordou de alguns ensinos? O que há por trás dessa atitude? Medo da verdade? Estratégia para esconder erros?”.
“Há alguma vantagem em se induzir alguém a mitigar sua índole, seu caráter ou sua consciência perante Deus para se moldar à conformidade de um grupo como ocorre quando há a acusação de “apostasia”? Novamente, que mérito pode haver em se submeter algúem ao jogo terrorista de se abicar de sua própria consciência e entregá-la a um consciente coletivo?”.
“Ao se observar os efeitos que a constante vigilância de um grupo produz na vida de alguém, não notamos que tal vigilância provoca as mais aflitivas psicoses como a de se sentir sempre policiado e sob os constantes, desconfortáveis e reprovadores olhares de homens da dianteira?”.
“É razoável a alegação de que esse procedimento fará o cristão se sentir “protegido”, como a sociedade quer fazer crer? Não torna tudo isso uma Testemunha de Jeová igual a um bebê espiritual que precisa que outros cuidem de sua relação pessoal com Deus, algo que caberia só à própria pessoa cuidar?”.
“Não coíbe essa eterna ameaça de comissões judicativas o uso das “faculdades para se discernir tanto o certo quanto o errado”, como diz a Bíblia em Hebreus 5.11-14?”.
“Não produz tudo isso muito mais aflição e devastação nas mentes e corações dos mais sensíveis ou de personalidade fraca?”.
“Mais importante ainda, onde se diz na Bíblia que os cristãos deveriam, no que se refere aos seus pecados, proceder passo a passo como delineado no caso de uma audiência judicadtiva, chegando o réu a dar detalhes íntimos e embaraçosos como: “quando fez, se houve toque ou carícias em áreas erógenas, se houve penetração, se houve orgasmo, onde se fez isso ou aquilo, durante quanto tempo continuou no pecado, se o pecado foi voluntário, se a pessoa faria de novo, se ela aceita a “repreensão” pública” (que será dada da tribuna) e a imediata “perda de todos os privilégios” como ´disciplina da parte de Jeová´, etc?”.
“Onde manda a Bíblia que se descreva o pecado (às vezes com riqueza de detalhes) em pedaços de papel (formulários S-77 e S-79-T que às vezes seguem para a sede nacional junto com uma carta descritiva adicional)? Onde manda a Bíblia que se guarde essas “fichas” em arquivos da congregação local e na sede nacional da organização?”.
“Onde fica a questão dos direitos humanos dados pela constituição do país?”.
“Em conclusão, lembro as palavras do apóstolo Paulo a todo cristão que estiver lendo este livro e que talvez tenha passado ou testemunhado alguém sofrer por causa de tal ensino desamoroso e não bíblico: “Ora, para mim é um assunto muito trivial o de eu ser examinado por vós ou por um tribunal humano. Até mesmo eu não me examino a mim mesmo. Pois não estou cônscio de nada contra mim mesmo. Contudo, não é por isso que eu seja mostrado justo, mas quem me examina é Jeová” (1 Co 4.4,5 – Tradução do Novo Mundo)”.
Fonte: Livro “A Verdade Sobre as Testemunhas de Jeová. Cid de Farias Miranda e William do Vale Gadelha, ex-anciãos da sociedade. 1ª edição – 2004, cap VI, páginas 287-288. Publicação autorizada pelos autores.
Transcrição: Pr. Airton Evangelista da Costa

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