Resposta Apologética às Testemunhas de Jeová sobre a Trindade

À obsequiosa atenção das Testemunhas de Jeová
RESPOSTA APOLOGÉTICA
– Pr. Airton Evangelista da Costa (20.04.2017)

Um jeovita me perguntou: Por que Jesus, sendo Deus, disse “Meu Deus”, em Apocalipse 3.12, como a seguir:
“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome”.
Com certeza, o questionamento objetiva criar embaraço a quem acredita na doutrina da Santíssima Trindade, em que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, segundo a Bíblia. Também faço pergunta semelhante aos jeovitas: Por que Deus, embora tenha dito “Eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22), dirigiu-se ao Filho, chamando-o de Deus, como em Hebreus 1.8-9: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu”?
Vê-se que o Filho chama o Pai de Deus, e vice versa. Na Tradução do Novo Mundo, edição de 1967, Hebreus 1.8-9 está exatamente conforme foi dito acima. Logo, a Sociedade Torre de Vigia admitia a divindade do Filho. Porém, na edição de 1986, verificaram o “erro” e o texto foi modificado para: “Mas, com referência ao Filho: Deus é o teu trono para todo o sempre, e [o] cetro do teu reino e cetro de retidão”. A adulteração objetivou adequar o texto à doutrina do grupo, onde o Filho não é Deus e não tem trono.
Jesus clamou ora ao Pai, ora a Deus: “Pai, se queres, passa de mim este cálice” (Lc 22.42) “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). As Pessoas da Trindade não se sentem diminuídas de, entre si, serem tratadas como Deus. Tal fato reforça a doutrina de que são três Pessoas, mas um só Deus. O Deus trino é uma unidade composta. Ao afirmar “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30), Jesus dá mais uma luz à compreensão da doutrina trinitária. O Espírito Santo é incluído na recomendação do batismo: “… batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19). A divindade do Espírito está declarada, por exemplo, em Atos 5.3-4, onde se lê que tanto faz mentir ao Espírito, quanto mentir a Deus.
A relação indissolúvel e eterna entre Pai e Filho está nos seguintes versículos: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus” (Jo 1.1-2). A STV alterou este texto para: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus. Este estava no princípio com o Deus” (Jo 1.1,2). Enxertou um artigo definido [o] e um indefinido [um] antes respectivamente de “Deus” e “deus”. Com essa alteração, a Sociedade Torre de Vigia manifesta sua crença politeísta. Acreditam em dois deuses. Jeová Deus teria criado um deus menor, o Filho, a quem outorgou poderes ilimitados, até para criar o mundo.
A emenda não conseguiu anular a explícita revelação da divindade do Filho. O versículo diz que o Filho (o Verbo) estava com Deus desde o princípio. O que significa esse “princípio”? Significa ‘antes de todas as coisas criadas’. Esse ‘princípio’ está no primeiro versículo da Bíblia: “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gn 1.1). Antes de Deus começar a criar, só existia ele mesmo, isto é, o Pai, o Filho e o Espírito. O texto declara duas vezes que o Verbo existia antes de todas as coisas criadas (Jo 1.1,2). O Verbo estava com Deus e era o próprio Deus.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *