Religiões: É tudo parecido?

Autoria: Adail Campelo

Muita gente conhece a famosa história de um grupo de cegos que encontrou um elefante. Você já ouviu falar? Resumindo: Um dos cegos tocou a perna do elefante e disse que ele era como uma árvore. Outro achou a tromba e disse que um elefante lembrava uma grande cobra. Um terceiro pegou no rabo e disse que o elefante era como uma corda. Outro passou a mão por toda a lateral do bicho e disse que o elefante era um animal construído como um muro. Quem estava certo?

Todos os cegos estavam corretos, mas de uma forma limitada. O erro foi deduzir individualmente que eles sabiam a história toda de com o que um elefante se parece. Os que enxergam imediatamente percebem a ironia da confiança dos cegos, mas a questão é que os seres humanos são sempre muito convencidos, mesmo quando têm informações incompletas.

Muitas pessoas afirmam que as religiões do mundo são exatamente como os cegos apalpando em busca da verdade sobre um elefante que não podiam ver. Tal ponto de vista expressa que cada religião percebe um aspecto diferente do caráter de Deus e as expectativas das pessoas. Consequentemente, seguindo este pensamento, os adeptos de todas as religiões devem admitir suas limitações e conhecimento de que as outras religiões também são formas de se chegar ao mesmo Deus que é compreendido de formas diferentes.

Muitos poucos adeptos de qualquer religião do mundo concordam com este ponto de vista. Embora os Ramakrishna tenham dito: “Muitas fés são diferentes caminhos levando a uma realidade, Deus”, os hindus não criam seus filhos como cristãos ou muçulmanos. Eles ainda consideram o Hinduísmo algo superior.

Vamos raciocinar. Considere isto. Os adeptos do Judaísmo observam a Lei de Moisés e buscam uma vida ética. Os muçulmanos cumprem os deveres dos Cinco Pilares do Islamismo: recitar o credo islâmico, orar cinco vezes diariamente, jujuar, dar esmolas e fazer peregrinações à Meca. Os hindus se submetem ao carma, enquanto aprendem através de uma série de reencarnações para viver eticamente e se submergem no divino. Os budistas buscam a extinção dos desejos e a conquista da inexistência do Nirvana com o fim de inúmeras vidas reencarnadas. As Quatro Verdades Nobres e O Caminho de Oito Desdobramentos mostram o caminho para o Nirvana.

As quatro maiores religiões são parecidas no que concerne aos caminhos espirituais pelos quais os homens e mulheres tentam alcançar a Deus através de sua aceitação. Uma religião mundial – o Cristianismo – é diferente porque ensina que as pessoas não podem alcançar a Deus por seus próprios esforços. Ao contrário, Deus entrou na história humana na pessoa de Jesus Cristo e providenciou um sacrifício que faz com que a salvação seja disponibilizada como um presente sem exigências. A formação do caráter se segue à salvação como resultado, ao invés de preceder a salvação como sua causa. “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).

Todas as religiões citadas acima têm seus escritos sagrados. Temos que admitir, sem nenhuma ofensa, que somente a Bíblia é uma autoridade. É uma obra de mais de quarenta autores inspirados que escreveram num período de tempo de mais de mil e quinhentos anos em três línguas (hebraico, aramaico e grego) em três continentes (África, Ásia e Europa), mas só trata de um único tema: como a humanidade pecadora pode ser reconciliada com um Deus Santo.

O Judaísmo usa o Antigo Testamento com as tradições do Talmude. O Antigo Testamento é o ponto de partida para um sistema ético com um forte enfoque para este mundo, com frequentes – se não primárias – referências às tradições do Talmude.

Em contraste com a multiplicidade de autores da Bíblia, o Alcorão do Islamismo é uma obra de um único homem, o profeta Maomé, que disse que Alá ditou para ele toda a obra em árabe. O Alcorão não é traduzido dentro do Islamismo, seus adeptos aprendem árabe para o estudar e memorizá-lo. O Alcorão ensina uma religião triunfalista que floresce na maioria das situações, mas demonstra ansiedade em muito poucas ocasiões.

Obviamente, a Bíblia, meu amigo, é única pela sua autoridade e pela glória de seus objetivos temáticos e salvadores. E não esqueçamos, também, que a Bíblia é única que contém trinta por cento de todos seus escritos proféticos com cem por cento de acerto. Porque ela é a Palavra de Deus.

Examine-a e verá.

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