Referendo: Um Sim Em Favor do Não

Autora: Norma Braga

Estou mandando este e-mail (para vários amigos cristãos) como um último esforço para demonstrar que o “não” pode ser a melhor escolha.

Entendo os argumentos para o sim e, como cristã e avessa a qualquer símbolo ou instrumento de violência, tenderia para isso se não fosse a situação particular que o Brasil está vivendo.

Através da história o desarmamento tem sido uma medida utilizada como preâmbulo para governos totalitários em todo o mundo. Hitler desarmou os judeus para depois exercer violência contra eles, e países que adotaram governos totalitários lançaram mão do desarmamento pouco antes ou alguns anos antes de implantar esses governos. São eles: URSS (20 milhões de mortos), China (20 milhões), Turquia (um milhão e meio), Camboja (um milhão), Guatemala (que exterminou cem mil índios maia).

Quem me garante que o Brasil não está na mira de fogo dos ditadores? Confira os fatos:

– Temos um governo cujos principais dirigentes têm um passado militante de esquerda revolucionária ao qual não dão mostras de terem renunciado (José Dirceu gritando palavras de ordem em discursos, por exemplo, e a convivência assídua com os ditadores Fidel e Chávez – este já está implantando na Venezuela a lei do silêncio);

– Temos um presidente amigo de Fidel e Chávez, e um conjunto de resoluções políticas isoladas que não posicionam o Brasil ao lado das democracias mundiais (como votações duvidosas na ONU);

– Temos a confissão pelo Lula de que o Foro de SP era uma entidade internacional que decidia o futuro da nação às escondidas, com resoluções das quais não tomávamos parte nem conhecimento. Em qualquer país normal esse presidente seria deposto. Do Foro são membros o Fidel, o Chávez e – também – os dirigentes das FARC;

– Temos o financiamento monstro do desarmamento por fundações milionárias (Ford, Rockefeller) comprometidas com a implantação de medidas contrárias ao que acreditamos (aborto, lobby gay) em todo o mundo, enquanto os pelo “não” não têm dinheiro para a campanha. Onde estão essas fundações, está o comprometimento de uma política politicamente correta no mundo todo – e você sabe que esse politicamente correto se opõe ao cristianismo e a tudo que acreditamos. Isto é no mínimo inquietante;

– O movimento Viva Rio recebe financiamento dessas entidades e seu dirigente já demonstrou que costuma ficar do lado de defensores de traficantes em vários momentos. É só ler as notícias.

– A medida fere a constituição e as liberdades individuais: ao Estado caberia restringir a compra (como já ocorre), e não proibi-la. Sendo assim, se o brasileiro opta por deixar o Estado impedi-lo de fazer algo, pode estar contribuindo para que o Estado brasileiro seja cada vez mais autoritário e onipresente. Os impostos-monstro que pagamos (quase um terço do salário!) para não termos educação, nem saúde, nem segurança já são uma grande amostra do quanto o Estado brasileiro é não só imenso e rico, mas corrupto. Para quê aumentar seu poder?

Então, eu respondo: por que não? Porque, além de não atacar diretamente o problema da violência no Brasil, que se concentra no crime organizado ligado ao tráfico de drogas – aliás fomentado por políticos e por artistas entusiastas do sim, os maiores consumidores de drogas – , a medida PODE ESTAR ligada a uma movimentação política com vistas a unificar a América Latina (o sonho de Hugo Chávez), com violência ou não (eles podem estar querendo somente se precaver), em torno do mesmo totalitarismo que vigora em Cuba e está sendo implantado na Venezuela, que se alimenta do ódio aos EUA para justificar o abuso de seus dirigentes. Já disse um dirigente americano: se o Brasil se torna socialista a América Latina toda vai atrás. Isso poderia simplesmente ser o primeiro passo para uma terceira guerra mundial: todo um continente guerreando contra os EUA. Chávez está se armando para isso, conforme afirmou em entrevista no Roda Viva.

Pelo caráter praticamente inócuo do desarmamento contra a violência e pelo grande perigo de que vivamos em uma ditadura para valer (por enquanto só impera a ditadura do pensamento na educação e na mídia), que poderia até fomentar uma guerra internacional, eu voto NÃO.

Para os que acham que eu estou “viajando na maionese”, basta buscar notícias na internet: a mídia impressa está, com raras exceções (Primeira Leitura, às vezes a Veja), comprometida com o governo.
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Observação: Eu, pastor Airton Costa, votarei SIM. Se com as armas de que dispomos não estamos conseguindo conter a violência, o desarmamento será uma tentativa. O futuro dirá com quem está a razão.

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