“Quem não enxerga isso ou é cego demais, ou é burro demais”

Ricardo Marques

“Se é a comunidade cristã que tem que fazer frente a esse tipo de movimentação criminosa, estamos perdidos. Infelizmente parece que somos constituídos por uma maioria avassaladora de incompetentes de um lado, estúpidos de outro, com os inertes e abobalhados no meio. Isso sem falar nos propositalmente omissos e nos medrosos.

Essa realidade nos faz assistir o avanço acelerado de uma agressiva política de homossexualização da sociedade baseada em lobbies, perseguições, desinformação e censura, travestida de “defesa da diversidade” e de “direitos humanos”. O problema é que, para eles, a diversidade e o direito só valem quando os beneficiários são ativistas gays; mas se for para proteger também o direito e/ou a liberdade de quem não segue a cartilha do movimento ativista, então não vale. Isso é coisa típica de aparelhamento ideológico, e as pessoas parece que não enxergam o que subrepticiamente vai se instalando…

A começar pelos políticos interessados apenas em votos, bem como juízes e magistrados em completa desinformação, o país se rende a medidas ideológicas unilaterais e cegas, engodadas pelo “trem da alegria” da “diversidade” e dos “direitos” (quando, na verdade, é tudo falso). Enquanto a coisa cresce e engole todo mundo, vemos apenas meia dúzia de evangélicos ousando se informar e abrir a boca para emitir alertas sobre o que está acontecendo “por baixo dos panos”. O certo, mesmo, era que estivesse havendo uma megamovimentação de cristãos (e também daqueles simpatizantes que não sejam cristãos), das mais diversas áreas e formações.

Imaginemos, por exemplo, cidadãos cristãos (e não-cristãos, mas com o mesmo senso de percepção), como: psicólogos, psiquiatras, psicopedagogos, educadores, professores, médicos, psicanalistas, pastores, missionários, advogados, juízes, procuradores, promotores, funcionários públicos, empresários, jornalistas, articulistas, políticos, estudantes, donas-de-casa etc., uma grande multidão de milhares de milhares se municiando da informação correta e repassando-a adiante. Imaginemos se esse povo, em vez de se omitir, agisse, sem excessos, com brandura, de maneira comedida e com bom testemunho, em atitude de amor e respeito, e em apego à Verdade; imaginemos se todos fossem a público, se pronunciassem, dessem entrevistas, ministrassem palestras, escrevessem artigos, fizessem passeatas, emitissem discursos etc., informando a população sobre o que há de verdade e mentira por trás dessa história toda de movimentações a favor do homossexualismo, denunciando quais as reais intenções por trás dos bastidores, demonstrando os fatos (inclusive científicos) relacionados a essa história toda, prevenindo e explicando as conseqüências do que se está fazendo. Imaginemos se profissionais de referência, que sabemos conhecerem a Palavra de Deus e que se dizem seguidoras de Jesus, viessem a público para explicar, de maneira inequívoca, o que é e o que não é homofobia, comprovar que devemos amar e respeitar o homossexual sem que haja leis que nos obriguem a aplaudir o homossexualismo; que nos proíbam de opinar quando estivermos em desacordo com a cartilha político-ideológica dos ativistas; que nos rotulem falsamente, nos censurem, nos persigam, nos prendam, nos destruam quando pensarmos diferente deles. Já pensaram no impacto positivo de um jornalista inteligente e esclarecido escrevendo sobre as violentas perseguições e censuras sofridas por ex-homossexuais e até por gays e lésbicas assumidos, mas que discordam do movimento ativista? Isso desmascararia boa parte do movimento pró-GLBT.

Dessa maneira, ficaria bem mais fácil a sociedade compreender que leis como essa que estão tentando aprovar irão apenas repetir o que já está acontecendo (independente do texto especificar ou não): por exemplo, em diversos lugares do país e do mundo, cidadãos têm sido ameaçados, alguns perdem seus negócios e/ou bens e/ou nome, e há até quem seja preso, simplesmente por solicitar – educadamente – que dois gays ou duas lésbicas contenham-se em seu restaurante ou seja lá o que for, que parem de exagerar nas carícias libidinosas, por estarem constrangendo famílias etc. O mesmo pedido seria e costumeiramente é feito a casais normais (leia-se “homem e mulher”, que é o conceito de casal). No entanto, a coerência não interessa aos ativistas: um casal homem e mulher simplesmente parariam ou iriam embora, quando a coisa é com ativistas homossexuais, de imediato fazem uso de estratégias desonestas, manipuladoras. Vem, então, a pecha de homófobo e a acusação de crime de preconceito e discriminação – é assim que os ativistas se vingam quando são incomodados, impondo suas condições, por mais estapafúrdias e injustas que elas sejam. Com leis como essa, vai se legitimar essa discriminação ao contrário, e aí, sim, vamos ver muita confusão e injustiça contra pessoas ingênuas. O medo e o terror vão se instalar, todo mundo agora vai ter medo dos gays e lésbicas quando estes chegarem em locais públicos ou recintos de qualquer tipo. Vai ficar todo mundo “pisando em ovos”, fazendo de tudo – artificialmente – para não incorrerem em qualquer “incômodo” que possa resultar em alguma acusação por parte da “minoria perseguida”. E aí, quem se torna perseguidor, hein?

Quem não enxerga isso ou é cego demais, ou é burro demais. Ou então é ativista gay disfarçado. E quem enxerga e não age, não se pronuncia, nada diz, é covarde, conivente e será cobrado por sua contribuição passiva, no dia certo…

Vejamos o que vem por aí. E é chumbo grosso, minha gente.

Ricardo Marques
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