PERDÃO – Aconselhamento

Querida,
O artigo abaixo já foi lido por milhares de pessoas. Também está em vídeo e em áudio. Foi resultado de uma experiência pessoal. Jasmina é testemunha. Estava presente. Deus quando nos perdoa, perdoa e se esquece. Ele diz: “Dos teus pecados não me lembrarei mais”(Isaías 43.25). E nós gostamos disso quando se refere a nós, quando sabemos que somos totalmente perdoados. A única condição que ele requer é o arrependimento. Para uma vida cristã sadia, o exercício do perdão é necessário, embora seja difícil. Deus, sabendo das conquências físicas e espirituais da falta de perdão, recomenda: “Não se ponha o sol sobre tua ira” (Efésios 4.26). Isto significa que não se deve alimentar o ódio no coração por muito tempo. As consequências são sentidas primeiramente no corpo: estômago, fígado, coração. O perdão é difícil, mas necessário. Pelo menos em quatro oportunidades, Jesus falou da necessidade do perdão. Na primeira oração ensinada, do Pai Nosso, diz: “Perdoa minhas ofensas, ASSIM COMO perdoamos aos que nos tem ofendido”. Muitos fazem essa oração de forma mecânica, sem meditar sobre seu real significado. Uma coisa depende da outra. Sem o perdão na linha horizontal, pessoa para pessoa, não receberemos o perdão na vertical, o perdão divino. Jesus disse:
“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas (Mateus 6.14-15).
O próprio Jesus deu o exemplo na prática. Na cruz, Ele perdoou seus algozes, aqueles que o esbofetearam e o crucificaram: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34).
Liberar perdão deve fazer parte da vida daquele que deseja realmente permanecer em comunhão com Deus. A Bíblia diz que “o diabo, vosso adversário, anda ao nosso derredor, rugindo como leão, querendo TRAGAR A QUEM POSSA” (1 Pedro 5.8). Ora, o pecado faz separação entre Deus e os homens: “As vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto (de Deus) de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59.2). Quem não libera perdão não está atingindo o alvo da vontade de Deus. Pecado é não atingir esse alvo. Jesus disse: “Aprendei de mim que sou simples e humilde de coração” (Mateus 11.29). E mais: “Bem-aventurados [felizes] os limpos de coração porque verão Deus” (Mateus 5.8).
Recentemente, houve em caso idêntico. Ela, embora convertida ao Senhor, não conseguia perdoar, e estava sofrendo. Transmiti-lhe a vontade de Deus; ela orou, pediu ajuda ao Senhor, e dias depois me escreveu dizendo que perdoou e tirou todo peso que carregava. Sentiu-se leve, pois entregou o fardo ao Senhor: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei (Mateus 11.28). “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1 Pedro 5.7). “Não estejais inquietos por coisa alguma:antes as vossas petições sejam tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças” (Filipenses 4.6). “Com ação de graças”, isto é, orar e ao mesmo tempo já agradecer pelas providências, sabendo que Deus ouve e atende a oração dos justos. Estas são palavras de vida eterna
Fique na Paz do Senhor.
Pr. Airton Evangelista da Costa

O Valor do Perdão
Pr. Airton Evangelista da Costa

NO SEGUNDO SEMESTRE de 1999, fui chamado para orar por uma jovem senhora, de uns 23 anos, que se alimentava muito pouco, estava definhando rapidamente, e, além disso, ficara possessa mais de uma vez. Essa situação já durava algumas semanas. Vamos chamar essa jovem de Cláudia. Quem fez o contato comigo foi sua sogra. Toda a família é crente, e freqüenta uma congregação não muito distante da minha, no município de Aquiraz, Estado do Ceará.

Tão logo recebi o convite para visitá-la, senti no meu coração que o mal era causado por falta de perdão. Durante sua enfermidade, recebeu orações de irmãos de sua igreja, sem que houvesse melhora. Continuava fraca e pálida. Com freqüência socorre esse tipo de enfermidade de difícil diagnóstico.

Marcamos então a visita. Depois do culto, num domino à noite, fomos (eu, minha esposa, um irmão e a sogra da irmã enferma) a um pequeno sítio onde Cláudia e o marido moram. Ele é o zelador do sítio. Por mais de uma vez eu havia pregado na minha igreja sobre o perdão, enfatizando a imperiosa necessidade de não guardarmos rancor em nossos corações, para que as bênçãos divinas possam fluir.

Ao chegar a sua casa, trouxeram-na para falar comigo. Seu aspecto era de sofrimento: magrinha, olhar sem brilho, desânimo. Sentei-me ao seu lado, no sofá, e lhe perguntei: – Cláudia, você guarda rancor de alguém e não consegue perdoar? Ela começou a chorar, e respondeu afirmativamente. Senti que eu estava no caminho certo, e que o Espírito Santo me havia guiado nessa obra. O passo seguinte foi ajudá-la a perdoar, a arrepender-se e pedir perdão a Deus. Depois que a ungi com óleo, fiz a oração intercessora, e, em nome de Jesus, repreendi a enfermidade e toda a ação maligna sobre sua vida, tudo conforme a Bíblia:

“Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor, e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5.14-16; Marcos 16.17-18).

Em poucos dias Cláudia já era outra pessoa. Entendo que foi curada imediatamente. Semanas depois a encontrei alegre e feliz louvando ao Senhor. Louvo a Deus porque, com isso, a minha fé aumentou muito. Fiquei mais convencido de que não podemos guardar rancores, ódios, ressentimentos em nossos corações. É imperioso que nossos canais espirituais estejam limpos. Jesus disse: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mateus 5.8).

Cláudia não havia atentado para as seguintes palavras de Jesus: “Assim vos fará também meu Pai celeste [vos entregará aos verdugos], se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mateus 18.35). E, mais objetivo, disse: “Pois se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Porém se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas” (Mateus 6.14-15).

Ora, se não tivermos capacidade de perdoar, os nossos pecados também não serão perdoados. Se o Pai não nos perdoa, estamos afastados dEle pelo pecado (Salmos 66.18; Isaías 59.2), situação que facilita a atuação do diabo (João 10.10). Cláudia – como agem muitos – preferiu continuar com seu ódio, na esperança de que Deus não levasse em consideração a sua desobediência.

Ninguém se esqueça de que o perdão deve ser sincero, de coração. Deus não aceita perdão dos lábios para fora. O perdão deve ser também incondicional. Nada de dizer: “Eu perdôo fulano, mas ele que fique lá no seu lugar e eu no meu; eu perdôo fulano, mas não quero conversa com ele; não participo do seu grupo; não me sentarei perto dele”. Vejam quão bonito exemplo Jesus nos deu da cruz, Seu último púlpito: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). E quando disse a Judas Iscariotes, depois do beijo da traição: “Amigo, para que vieste?” (Mateus 26.50).

O ódio alimentado assemelha-se a uma árvore; quanto mais velha, mais difícil de ser arrancada, porque suas raízes se aprofundam mais e mais. O mundo está cheio de pessoas rancorosas, vingativas, escravas do ódio. Odeiam pessoas, nações, raças, instituições, autoridades. Não há paz num coração assim. Conheci várias pessoas cheias de ódio. Não podem receber a graça divina. Vejam: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” (Hebreus 12.14-15). Perdoar, perdoar sempre é preciso, se quisermos viver em comunhão com Deus.

Se não estivermos em paz com os outros, de nada valem nossos atos de misericórdia, orações e jejuns, nossa fé, louvor e dízimos. Jesus deixou isso bem claro: “E quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas” (Marcos 11.25-26).

Olhem o quanto perdoar é importante: “Se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa diante do altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; depois vem, e apresenta a tua oferta” (Mateus 5.23-24).

Esse caso nos leva a refletir sobre o seguinte: Crente pode ficar possesso? Deus teria permitido que essa senhora fosse tocada pelo maligno para que houvesse reconciliação? O crente em pecado não confessado e não corrigido fica à mercê dos demônios? Lembremo-nos que quem é nascido de Deus não vive em pecado consciente; o Maligno não toca num crente assim (1 Jo 5.18).
www.palavradaverdade.com
Vídeos relacionados:
1ª parte
http://br.youtube.com/watch?v=bfVmH802JZM
2ª parte
http://br.youtube.com/watch?v=35uAj_ODnvg
Áudio
1a. parte

http://www.4shared.com/audio/ktpyMSYe/_2__O_VALOR_DO_PERDO_-_1.html?dirPwdVerified=d234f404
2a. parte
http://www.4shared.com/audio/Se_pyOqb/_2__O_VALOR_DO_PERDO_-_Final.html?dirPwdVerified=d234f404

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