O Sábado foi Cravado na Cruz

Teólogo adventista confirma a abolição do

Sábado, em Colossenses 2.16-17:

”Ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber,

ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados”.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Vejamos a sequência dos fatos:

(01) – Afirmações do teólogo adventista Dr. Samuele Bacchiocchi, no livro “Do Sábado ao Domingo”.

http://www.scribd.com/doc/24088071/Do-Sabado-para-o-Domingo-Bacchiocchi

http://www.4shared.com/file/233547710/61babde6/Do_Sbado_Para_o_Domingo_-_Samu.html

“O consenso unânime dos comentaristas é de que estas três palavras representam uma seqüência lógica e progressiva (anual, mensal e semanal) bem como uma enumeração completa dos tempos sagrados. Esta posição é validada pela ocorrência destes termos… Uma outra indicação significativa insurgindo contra os sábados cerimoniais, é o fato de que estes já estão incluídos na palavra “eorthς-festival” e se “sabbatwn” significasse a mesma coisa haveria uma repetição desnecessária. Estas indicações obrigatoriamente mostram que a palavra “sabbatwn” como está utilizada em Colossenses 2:16 não pode referir-se a quaisquer dos sábados anuais cerimoniais. “    

(02) – Afirmações de autoria do teólogo Samuele Bacchiocchi, enviadas pelo adventista Rildo Oliveira [email protected] :

Comentários iniciais do adventista, em mensagem de 05.02.2011: O Pr. foi desonesto em concluir o que o Dr. Bacchiocchi afirma que o sábado dos dez mandamentos foi cravado na cruz, isso é imoral é querer provar uma inverdade a qualquer custo, é lamentável que os seus seguidores não conferem o que o Pr. cita como referência, pois se o fizessem, comprovariam que o Pr. faz montagens para comprovar o que outras pessoas dizem, quando na verdade não dizem, esse é um procedimento normal dos opositores da palavra de Deus. Espero que os seus seguidores leiam a citação que o Pr. usa como referência, está aqui na íntegra a citação do Dr. Bacchioccih. A propósito, estou enviando também em anexo o livro completo que o Pr. fez questão de usar como referência e aproveito para lhes informar, que é umas das obras mais completas e reverenciadas por teólogos Adventistas e não Adventistas, é uma obra premiada pelo Vaticano.
(03) – Citação do teólogo Samuele Bacchiocchi, encaminhada pelo adventista Rildo Oliveira, em sua mensagem:
”O Sábado em Colossenses 2:16. Os tempos sagrados prescritos pelos falsos mestres são referidos como “dias de festas, ou lua nova, ou sábado-eorthv h neorhhiva” (2:16). O consenso unânime dos comentaristas é de que estas três palavras representam uma seqüência lógica e progressiva (anual, mensal e semanal) bem como uma enumeração completa dos tempos sagrados. Esta posição é validada pela ocorrência destes termos, em seqüência similar ou inversa, cinco vezes na Septuaginta e diversas vezes em outra literatura.60 Há, contudo, uma ocorrência excepcional em Isaías 1:13 e 14 onde a “lua nova” se encontra no início da enumeração em vez de no meio, porém uma exceção não invalida um uso comum. O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia interpreta o sabbaton-dias de sábado” como uma referência aos sábados cerimoniais anuais e não ao sábado semanal (Lev. 23:6-8, 15,16, 21, 24, 25, 27, 28, 37, 38). É verdade que tanto o sábado e o Dia da Expiação em hebraico são designados pela expressão compostas shabbath shabbâthôn, significando “um sábado de descanso solene” (Êxo. 31:15; 15:2; Lev. 23:3, 32; 16:31). Porém esta expressão está traduzida na Septuaginta pela expressão grega composta “sabbata sabbatwn” que é diferente do simples “sabbatwn” encontrado em Colossenses 2:16. É, portanto, lingüisticamente impossível interpretar este último como uma referência ao Dia da Expiação ou a quaisquer outros sábados cerimoniais uma vez que estes nunca são designados simplesmente como “sabbata”. O comentário citado fundamenta sua interpretação, contudo, não no uso gramatical e 214 lingüístico da palavra “sabbatwn”, mas numa interpretação teológica do sábado relacionado a “sombra” em Colossenses 2:17. Argumenta que “o sábado semanal é um memorial de um evento ao princípio da história da terra . . . por isso os ‘dias de sábado’ que Paulo declara serem sombras apontando a Cristo não podem referir-se ao sábado semanal . . . mas deve indicar os dias de repouso cerimoniais que alcançam realização em Cristo e Seu Reino”.61 Determinar o significado de uma palavra exclusivamente por suposições Determinar o significado de uma palavra exclusivamente por suposições teológicas, ao invés de fazê-lo por evidências lingüísticas ou contextuais, é contra os cânones da hermenêutica bíblica. Além do mais, até mesmo a interpretação teológica que o Comentário Adventista dá ao sábado é difícil de justificar, pois vimos que o sábado pode legitimamente ser considerado como a “sombra” ou o símbolo adequado da presente e futura bênção da salvação. Além do que já anotamos que o termo “sombra” é usado, não em sentido pejorativo, como rótulo para observâncias sem valor que perderam sua função, mas para qualificar o seu papel num relacionamento com o “corpo de Cristo”. Uma outra indicação significativa insurgindo contra os sábados cerimoniais, é o fato de que estes já estão incluídos na palavra “eorthς-festival” e se “sabbatwn” significasse a mesma coisa haveria uma repetição desnecessária. Estas indicações obrigatoriamente mostram que a palavra “sabbatwn” como está utilizada em Colossenses 2:16 não pode referir-se a quaisquer dos sábados anuais cer
(04) Comentário da Bíblia Apologética reproduzido em meu artigo “A Ordenança do Sábado foi Cravada na Cruz”, – sobre Colossenses 2.16:      ‘         http://www.palavradaverdade.com/print2.php?codigo=2448

O consenso unânime de comentaristas é que estas três expressões representam uma lógica e progressiva seqüência (anual, mensal e semanal). Este ponto de vista é válido para ocorrência desses termos… Um outro significativo argumento contra os sábados cerimoniais é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras dias de festas (ou festividades – no original)… esta indicação positivamente mostra que a palavra SABATON como é usada em Cl 2.16 não pode referir-se aos sábados cerimoniais anuais” (From Sabbath to Sunday – Do Sábado para o Domingo, Samuele Bacchiocci, 1977, p. 359-360).   
 Colossenses 2.14-17 diz, em síntese: As ordenanças do Antigo Concerto foram cravadas na cruz (v.14); ninguém deve ser julgado por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados (v. 16); estas ordenanças são sombras das coisas futuras. A síntese de nossa análise foi a de refutar a interpretação adventista de que o sábado a que se refere o apóstolo Paulo são sábados cerimoniais e não o sábado semanal, inserido nos Dez Mandamentos. O teólogo adventista Samuele Bacchiocchi diverge, conforme está nos comentários citações da Bíblia Apologética, no texto enviado pelo adventista Rildo, e no texto reproduzido em meu artigo, Vejam:

Uma outra indicação significativa insurgindo contra os sábados cerimoniais, é o fato de que estes já estão incluídos na palavra “eorthς-festival” e se “sabbatwn” significasse a mesma coisa haveria uma repetição desnecessária. Estas indicações obrigatoriamente mostram que a palavra “sabbatwn” como está utilizada em Colossenses 2:16 não pode referir-se a quaisquer dos sábados anuais cerimoniais.        

Acima, sublinhamos os três trechos para facilitar a verificação da semelhança que existe entre eles.

Ainda copiando comentário da Bíblia Apologética, escrevi no artigo mencionado:

“A propósito, a Sra. White interpreta a palavra “ordenanças” de modo a referir-se justamente ao sábado semanal. Diz ela: “Desta maneira indica o profeta a ordenança que tem estado esquecida: levantarás os fundamentos… Se desviares do sábado…”.

E a Bíblia Sagrada diz: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças… cravando-a na cruz” (Cl 2.14).

Em nenhum momento, o comentário da Bíblia Apologética declara que o teólogo adventista Samuele tenha declarado que a ordenança do sábado foi cravada na cruz. Quem o afirma é a Bíblia.  Na verdade, ele fez diversos comentários sobre esta questão, mas não se rendeu à verdade das Escrituras.

A última afirmação do teólogo Samuele Bacchiocchi, em seu livro “Do Sábado ao Domingo” deve causar certo desassossego entre os adventistas, pois, em outras palavras, confirma a crucificação da ordenança do sábado:

“Poderíamos dizer, portanto, que Paulo rejeitava o sábado como meio de salvação [grifo meu], mas aceitava-o como sombra apontando para a substância que pertence a Cristo”.

Samuele disse nada mais nada menos do que se encontra na Bíblia. Esta última declaração não se encontra na mensagem que me foi encaminhada pelo adventista Rildo Oliveira. Por que? Ora, sabemos que o adventismo vincula o cumprimento dos Dez Mandamentos, onde o sábado está inserido. Mas este será o nosso próximo assunto.

Pergunto: Onde fui desonesto na exposição dos fatos e contestação da doutrina adventista?

07.02.2011

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