O Garimpeiro da Palavra

Já preguei trocentas vezes sobre o encontro de Jesus com a samaritana, onde Jesus deu um show de como evangelizar, começando por algo simples como: “Dá-me de beber”. Pois bem, ontem, em culto de doutrina (onde a palavra é esmiuçada e não há apelos emocionais), descobri uma pérola em João 4.39. Fazemos com a Palavra como o garimpeiro faz com a terra. Todos os sermões são diferentes, embora trate do mesmo tema. A Palavra se renova a cada dia.

“Não verás separar ao hábil negro / do pesado esmeril a grossa areia, / e já brilharem os granetes de oiro / no fundo da bateia.” (Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu, p. 167.)

O garimpeiro coloca uma porção de terra na bateia e, com paciência, começa a exploração para extrair o diamante. Assim somos nós, os garimpeiros da Palavra. Aos poucos, vamos extraindo preciosidades que estão ocultas aos olhos apressados. Quem faz leitura dinâmica da Bíblia poderá não encontrar a pérola preciosa no fundo da gamela.

João 4.39: “E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito”.

Os homens de Sicar deram ouvidos à samaritana SOMENTE porque ela disse que Jesus lhe falara do seu passado. Foi o único testemunho. Ela não conhecia nada das Boas Novas da salvação. Com apenas um simples testemunho ganhou muitos e muitos foram a Jesus e aceitaram com alegria Seus ensinos. Ao final, disseram: “Verdadeiramente este é o Cristo, o Salvador do mundo”. A samaritana foi uma conversão-chave. Jesus a usou como instrumento.

Nós temos melhor testemunho para dar. A nossa conversão, os milagres que a Igreja tem produzido como instrumento de Deus, os milhares de mulheres e homens regenerados. Temos muito mais do que tinha a samaritana. Temos dois mil anos de história.

Pr. Airton Evangelista da Costa
Assembléia de Deus
Palavra da Verdade
www.palavradaverdade.com

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