O Dízimo no Novo Testamento

O Dízimo e a Graça

“A LEI DO DÍZIMO E A CONTRIBUIÇÃO CRISTÔ

O livro “O DÍZIMO E A GRAÇA” foi escrito por uma nítida e gloriosa revelação de Deus. Não é por acaso que já existem muitas igrejas aderindo ao seu esclarecimento. Este sagrado livro tem a missão de esclarecer o mundo sobre a verdadeira contribuição cristã, e já é conhecido em muitos paises, como: Brasil, Estados Unidos, Portugal, Inglaterra, e muitos outros. Deus tem prometido fazer desta obra um grande sucesso espiritual. Aliás, este livro não só esclarece sobre a contribuição financeira, como também possui a propriedade de converter almas para Cristo, mostrando toda a realidade da salvação pela Graça.

O verdadeiro cristão, por ser cheio do Espírito Santo, é obviamente dotado do Seu fruto que é: amor, bondade, benignidade, justiça, generosidade etc., o qual, sem dúvida, lhe proporciona condições para determinar o valor com que deva contribuir, dispensando assim o percentual padronizado pela Lei.

O DÍZIMO E A GRAÇA
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Capítulo 3

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

No Novo Testamento encontramos apenas quatro textos que mencionam o dízimo. Entre estes quatro, dois são paralelos, isto é, relatam a mesma situação: Mateus 23.23 e Lucas 11.42; os outros dois estão em Lucas 18.12 e Hebreus 7.2-9.

E o que fica bem evidente nestes textos, é que nenhum deles se refere a dízimo de cristão.

Observemos Mateus 23.23 e Lucas 11.42 respectivamente transcritos a seguir:

“ Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé, deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas ” ( Mt 23.23 ).

“ Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas e não deixar as outras ” ( Lc 11.42 ).

Neste caso, podemos claramente entender que ao finalizar Seu comentário, Jesus diz que eles deveriam continuar dando o dízimo e, inclusive, não se omitirem de praticar o restante da Lei.

Porém, devemos fazer a seguinte pergunta: A quem Jesus estava dirigindo Suas Palavras e qual o teor Destas Palavras? Jesus se dirigia aos escribas e fariseus. Esses homens, vivendo o judaísmo regido pela Lei, confiavam na sua própria justiça e capacidade, no que tange à guarda da Lei. Apresentavam-se a Jesus nas condições de salvos, justificando-se a si mesmos pela prática da Lei mosaica, e desconheciam Jesus como Salvador, confiando nas suas próprias obras de justiça.

Em Lucas 16.15, Jesus disse-lhes: “ Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação ”.

Observa-se que a tendência deles era permanecer debaixo da Lei, desconhecendo a Graça de Cristo. E mesmo não existindo no ser humano capacidade para guardar a Lei, Deus não proíbe ninguém de entrar por esse caminho, quando a pessoa faz questão de estar debaixo da Lei, mas nesse caso, então, exige dela a perfeição na prática de toda a Lei (Tg 2.10): “ Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos ”.

Foi essa a cobrança que Jesus fez aos fariseus, se quisessem entrar pela Lei (se achando em condições de guardá-la), o caminho estava aberto, porém que não fossem somente dizimistas, e que não desprezassem o mais importante da Lei:

“ O juízo, a misericórdia e a fé ” ( Mt 23.23 )

“ O juízo e o amor de Deus ” ( Lc 11.42 )

Se alguém argumenta que estas palavras não foram dirigidas a fariseus, mas sim a cristãos, pelo fato de Jesus ter incluído o juízo, a misericórdia e a fé, obras estas praticadas pelo cristianismo, vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da Lei, como por exemplo: Não adulterarás, não matarás, não darás falso testemunho, amarás a Deus sobre todas as coisas, etc. O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla, contendo muitas obras do cristianismo e muito mais, como: circuncisão, dízimo, guarda de dias meses e anos, sacrifícios de holocaustos, abstinência de manjares, etc. etc. Paulo dá as características da preciosidade da Lei, dizendo: “ E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom ”, ( Rm 7.12 ). Porém havia nela ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las. Tanto que Paulo disse: “ Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado ” ( Rm 7.14 ).

Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus ( Lv 18.5 ); tão boa que Jesus a consumou ( Jo 17.4 ) ; e tão justa que Cristo morreu por ela ( Cl 2.14) , realizando assim o seu cumprimento ( Mt 5.17 ).

Vale salientar que aquele que quiser viver na prática da Lei (se achando com capacidade para guardá-la) não pode desprezar o mais importante dela: O juízo, a misericórdia e a fé.

Veja que Paulo fala aos Gálatas, dizendo: “ E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei ” ( Gl 5.3 ).

Essa “ toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar , obviamente inclui o principal dela: o juízo, a misericórdia e a fé ; pois fazem parte da dispensação da Lei, mas nem por isso o cristão deve se circuncidar; pois está escrito: “ Se o crente se circuncidar, Cristo de nada aproveitará ”
( Gl 5.2 ).

Diante deste esclarecimento, alguém pode perguntar: mas não existe só um caminho? Não, é a resposta. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. Mas, matematicamente, existem dois caminhos:

1º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus (a Nova Aliança).

2º) O da salvação pela Lei dada por Deus, por intermédio de Moisés (a Antiga Aliança, chamada Lei de Moisés).

Por que então Jesus disse: “ Eu sou o caminho ”? Exatamente, levando em conta a incapacidade humana.

A justiça pela Lei de Moisés foi o primeiro caminho, oferecido por Deus, para a salvação da humanidade, segundo Levíticos 18.5, que diz: “ E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo-os o homem viverá por eles ”, veja também Ez 20.11.

Paulo, escrevendo aos romanos, confirma esta condição de salvação ao declarar: “ Ora, Moisés descreve a salvação que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas ” ( Rm 10.5 ).

Este é o caminho da salvação pela Lei (fora da Graça de Cristo), Gl 5.4.

Porém, todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça suficiente para realizar a perfeição da exigência da Lei, pois está escrito: “ Não há um justo, nem um sequer ” (Rm 3.10; Sl 53.2-3). Contudo, o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto, isto é, à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade, como faziam os fariseus.

Existem várias referências bíblicas que confirmam que a Lei permanece como caminho para salvação. Para um melhor esclarecimento, comecemos interpretando o capítulo 10, versículo 19 da Epístola aos Hebreus, quando o escritor declara: “ Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne ”.

No versículo acima, o escritor se refere a Novo Caminho ; isto quer dizer que existe outro caminho ( o Velho Caminho) ; Velho, obviamente, porque veio antes do Novo. No capítulo 8, versículo 13 do mesmo livro, o próprio escritor acrescenta: “ Dizendo nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de se acabar ”.

Observemos, então, que a Lei não se havia acabado. Quando então se acabará? A Lei só se acabará quando não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade), querendo usá-la como meio de salvação.

O capítulo 4 do livro “O Sábado, A Lei E A Graça”, escrito por Abraão de Almeida, publicado pela CPAD (Casas Publicadoras das Assembléias de Deus), diz o seguinte: “A Lei continua santa, boa e justa, mas, não estamos mais sujeitos a ela ”.

Paulo, escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo, expressa-se sobre o assunto, dizendo: “ Sabemos, porém, que a lei é boa , se alguém dela usa legitimamente ” (1 Tm 1.8).

Aqui, ele demonstra estar aberto o caminho da salvação pela Lei. Igualmente observemos os versículos transcritos a seguir:

a) Rm 2.25: “ A circuncisão é, na verdade proveitosa, se tu guardares a lei ”.

b) Gl 5.3: “ E de novo protesto a todo homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei ”.

c) Rm 2.13: “ Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei, hão de ser justificados ”.

d) Gl 3.12: “ Ora, a lei não é da fé, mas, o homem que fizer estas coisas, por elas viverá ”.

Observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. Por isto, Jesus não condenou os fariseus por quererem guardar a Lei, mas sim os advertiu para que, neste caso, então, guardassem toda a Lei.

Muitos pregadores de dízimos se apegam tanto a esta Lei (Ml 3.10) que até pregam que o cristão que não paga o dízimo não entra no reino dos céus, nem pode estar em comunhão com o povo de Deus.

A respeito dessa heresia, inclusive, temos documentos em mãos, os quais dizem ser o dízimo uma dívida financeira que o cristão tem para com Deus. Desta forma, os que assim pregam, inutilizam o Completo Sacrifício que Cristo fez na Cruz do Calvário em resgate da humanidade; pois o próprio Jesus, ao entregar o Espírito a Deus, declarou: “ Está consumado ” ( Jo 19.30; Lc 23.46 ).

Querem ser resgatados da sua vã maneira de viver com a tradição que receberam de seus pais através de pagamentos de dízimos e demais obras mortas. Pedro, escrevendo a sua Primeira Epístola, afirma: “ Não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado ” (1 Pe 1.18-19). Confira ainda: Ap 22.17; At 15.10-11; Ef 2.8-9; Mt 20.28; 1Tm 2.6; Rm 3.24.

Os cobradores de dízimos até parecem desconhecer a Graça de Cristo e o que significa: “ Misericórdia quero, e não sacrifícios ” ( Mt 9.13 ).

Vimos, portanto, o espírito da mensagem que o texto em estudo expressa, porém muitos são os obreiros que o tomam como uma das bases para cobrança de percentual dos cristãos. Ainda alegam que Jesus está autorizando tal cobrança aos cristãos, apresentando a parte final destes versículos: “ Deveis, porém fazer estas coisas, e não omitir aquelas ” ( Mt 23.23 ). “ Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras ” ( Lc 11.42 ). Como já esclarecemos acima, ao terminar Seu comentário, Jesus diz que os escribas e fariseus não deveriam deixar de pagar o dízimo, pois fazia parte da Lei que eles persistiam em guardar.

Observe, ainda, o leitor, que o dízimo ali não é o objetivo principal, e sim está sendo usado como argumento para levar aqueles homens, que viviam apenas de aparência, ao conhecimento do seu erro.

Lucas 18.11-14

11 “ O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.

12 Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto possuo.

13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos aos céus, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim pecador.

14 Digo-vos que este desceu justificado, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado ”.

No texto supracitado, encontramos Jesus criticando, mais uma vez, os fariseus por confiarem em suas obras de justiça, e justificando um publicano por reconhecer seu estado de pecaminosidade, humilhando-se diante de Deus.

É dentro dessa mensagem que aparece pela segunda vez o dízimo no Evangelho de Lucas. O leitor pode observar que novamente Jesus faz referência ao dízimo de homens que estavam debaixo da Lei. Se o leitor for sincero, haverá de concluir que, neste texto, Jesus não está impondo o dízimo aos cristãos.

Hebreus Capítulo 7

Apresentamos esta parte dividida em dois pontos para melhor clareza.

Ponto 1 : Um resumo geral do que o escritor procura apresentar neste capítulo.

Ponto 2 : Destaque para os versículos que são especificamente tomados por base para cobrança do dízimo.

1- Os cristãos hebreus, por terem vindo do judaísmo e seus preceitos, tinham tendências a sustentar rudimentos do Antigo Pacto (a Lei), tais como: circuncisão, sacerdócio levítico, etc.etc.
( At 15.5-6 ). Sendo assim, o escritor procura mostrar, neste capítulo 7, a absoluta superioridade de Jesus sobre o sacerdócio levítico, que era segundo a Lei, ou seja, agia de acordo com a Lei, versículo 5.

Procura mostrar também que a obrigatoriedade da Lei havia tido o seu tempo exclusivo e que já havia cessado, conforme versículo 28, que diz: “ Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre ”.

Em resumo, o que o autor procura transmitir neste capítulo é a superioridade de Cristo, algo que ele faz em seqüência. Primeiro apresenta a superioridade de Melquisedeque sobre o sacerdócio levítico, que aparece nos versículos 4 a 10; em seguida apresenta a superioridade de Cristo sobre o sacerdócio levítico, versículos 11 a 28. Essa superioridade de Jesus sobre tudo e todos está resumida no primeiro versículo do capítulo 8: “ Ora, em suma (em resumo) do que temos dito, é que temos um sacerdote tal (tal aqui significa indescritível) que está assentado nos céus a destra do trono da Majestade ”.

O fato de o escritor aos Hebreus ter usado o dízimo de Abraão a Melquisedeque como argumento para mostrar a superioridade de Cristo, não significa que está ordenando a cobrança de dízimo para os cristãos.

Os levitas cobravam dízimos segundo a Lei (de Moisés), é o que nos fala o versículo 5, que diz: “ E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei , de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão ”.

A expressão “ têm ordem segundo a lei ” deixa claro que o dízimo fazia parte da Lei, pois diz: “ segundo a lei ”. Observe que o escritor faz questão de esclarecer que a cobrança do dízimo não era feita dos cristãos, quando diz: “ do povo, isto é, de seus irmãos ”. Não disse “dos nossos irmãos”, mas, “dos seus irmãos” (dos irmãos espirituais dos sacerdotes levíticos, que ainda andavam na Lei e não viviam na Graça de Cristo).

Onde aparece a Igreja primitiva pagando ou recebendo dízimos? Aparece, sim, recolhendo ofertas voluntárias para diversas necessidades e finalidades. Veja capítulo 12 deste livro.

A lei no cristianismo é outra; observemos o versículo 12: “ Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei ”.

O cristianismo está na lei da liberdade, Tg 1.25: “ Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisto persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito ”.

E também, Tg 2.12: “ Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade ”. Não é mais a lei da aliança levítica, isto é, de mandamentos carnais ( Hb 7.18-19 ).

Portanto, irmãos, convêm que consideremos a advertência de Paulo: “ Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão ” ( Gl 5.1 ).

Hebreus 7.8

“ E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive ”.

Na primeira parte, ele está fazendo menção do sacerdócio levítico, que era composto de homens mortais, conforme versículo 5.

A palavra “ aqui ” se refere a essa menção. Seria o mesmo que o autor dizer: Aqui (neste caso, nesta situação que expomos a vocês, irmãos) quem cobra dízimos são homens que morrem.

Quais homens? Os levitas. Pois o sacerdócio levítico continuava quando foi escrita esta epístola, tanto que no capítulo 8, versículo 4, o escritor, comentando sobre Jesus, diz: “ Ora, se Ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei ”.

Então, o “ Aqui” não está fazendo referência aos pastores, presbíteros e outros obreiros do cristianismo como muitos supõem e ensinam, mas sim a sacerdotes levíticos, pois eram eles quem cobravam dízimos.

Já, na segunda parte, quanto à palavra “ ali ”, ela não passa de uma referência a Melquisedeque ali no passado. Seria o mesmo que o autor dizer: “ Ali (naquele caso, naquela situação, no tempo de Melquisedeque) aquele de quem se testifica que vive”.

O “ Ali” não está fazendo referência a Jesus, como alegam. O dízimo não é segundo a Lei, conforme versículo 5? Então, como pode Jesus estar lá no céu cobrando ou recebendo algo segundo a Lei, a qual Ele já cravou na cruz?
( Cl 2.14 )

Por fazer parte da Lei, o dízimo foi abolido pela Graça. Depois que a fé veio já não estamos debaixo da Lei: “ Separados estais de Cristo, vós, os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído ” ( Gl 5.4 ).

Muitos tentam, de toda maneira, torcer alguns textos bíblicos em favor de seus pontos de vista, para fabricar argumento a fim de colocar preço à salvação cristã.

Alguns até aplicam o dízimo ao cristianismo, sob alegação de Jesus ter sido comparado à semelhança de Melquisedeque, quando este no seu ministério recebeu dízimo de Abraão, porém, esta não deixa de ser, também, uma alegação absolutamente equivocada e sem fundamento espiritual.

Pois neste caso, então, teríamos também que praticar as obras do ministério de Moisés! Porque se Jesus foi comparado à semelhança de Melquisedeque, também O foi, e muito mais, à semelhança de Moisés!

Quando Deus reuniu o povo israelita ao pé do Monte Sinai para lhe determinar as obras do ministério de Moisés, isto é, a Lei dos mandamentos, o povo temeu a voz do Senhor, porque havia grandes maravilhas naquele lugar. Pois o Senhor descera em Fogo. Deus falava em alta voz, e havia trovões e relâmpagos. E o povo vendo isso, encheu-se de temor e pôs-se de longe. E disseram a Moisés: fale tu conosco, e ouviremos; e não fale Deus conosco, para que não morramos. Então o Senhor disse a Moisés: “ bem falaram naquilo que disseram. Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu , e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele ” (Dt.18.15-19; Ex. 20.18-19).

Irmãos, a síntese de tudo isto, é que Este Profeta que o próprio Deus compara à semelhança de Moisés, não é outro senão Jesus Cristo! Mas nem por isto temos que praticar as obras do ministério de Moisés!(Jo 1.17).

Quando Pedro realizou a cura do coxo, na porta formosa do templo, e querendo apresentar Jesus Cristo e o Seu poder de salvação para o povo que estava maravilhado e atônito diante de tal realização, não se referiu à Melquisedeque, mas buscou à semelhança de Moisés, dizendo : “ porque Moisés disse: o Senhor, vosso Deus, levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser” (At 3.22).

Da mesma forma, Estêvão, no auge de sua revelação, tendo o seu rosto como o de um anjo, ao proferir palavras de salvação, e querendo apresentar Jesus e Sua grandiosidade para o povo, também usou à semelhança de Moisés, dizendo: “ porque Moisés disse aos filhos de Israel: o Senhor, vosso Deus, vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis” (At 7.37).

Estêvão, também não se referiu à Melquisedeque para demonstrar o poder e a superioridade de Jesus, mas sim baseou-se na semelhança de Moisés. Então vemos que Moisés foi mais vezes comparado à semelhança de Jesus do que Melquisedeque. No entanto não temos que praticar as obras do ministério de Moisés!

Porque uma coisa é certa: mesmo Moisés e Melquisedeque sendo comparados à semelhança de Jesus, mas não os foram na autenticidade!

Ninguém é igual a Jesus. Porque está escrito: “ E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). Veja também 1Tm 2.5.

Nem em Moisés, nem em Melquisedeque, nem em outro qualquer, por mais privilegiado que seja na expressão bíblica, há poder de redenção. Tanto que ninguém pode ser batizado em Moisés, tampouco em Melquisedeque, mas somente em Jesus.

Tanto as obras do ministério de Moisés como as obras do ministério de Melquisedeque eram boas, o que faltou em ambos foi a capacidade de cumpri-las por nos.

Mas Jesus, como nosso Redentor, tomou as obras do ministério de Melquisedeque, que eram: sacrificios de animais, circuncisão, dízimos etc. etc., as quais já estavam enquadradas na Lei de Moisés, e as cumpriu por nós, para que fossemos salvos pela Sua Graça, isto é, para que revestidos de Cristo já estivéssemos no cumprimento de tais obras; bem compreendido, nos alimentando no que Cristo já cumpriu. Por isto que Jesus declara: “ Assim como o Pai que vive me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim quem de mim se alimenta, também vivera por mim” (Jo 6.57), e também (Rm 4.5; Jo 15.5).

O texto que narra a história do livro selado com sete selos, que estava na mão do Todo-Poderoso (no capitulo 5 de Apocalipse), mas uma vez nos deixa claro a inigualdade de Jesus, quando o livro precisava ser aberto e desatados os seus selos: um anjo forte, bramando com grande voz, desafiava dizendo: “ Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro nem de olhar para ele” (Ap 5.2-3). Enquanto isso João chorava muito, porque a nossa salvação dependia de alguém que pudesse abrir o livro e desatar os seus sete selos. Porem, nessa hora, nem Moisés, nem Melquisedeque, nem algum outro foi digno disto. Porque diz que ninguém foi achado digno para tal. Mas um dos anciãos confortou à João, apresentando o Incomparável Jesus Cristo, o Inigualável Reis dos reis, o Único Salvador, dizendo: “ Eis ai o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos” (Ap 5.5 ) .

Irmãos, vale novamente ressaltar que, mesmo Jesus sendo comparado à semelhança de Moisés e Melquisedeque, mas não O foi na autenticidade! Conclusão: ninguém é igual a Jesus. Ele é Incomparável, Único Salvador. A Ele, glória para todo o sempre. Amém!

A doutrina do dízimo é anti-bíblica para o cristianismo. Temos registros em mãos que dizem que a Igreja só começou a cobrar dízimo por volta do ano 600 d.C. Sabemos que nessa época a sua administração já havia se corrompido, devido a alguns gananciosos obreiros que à ministravam. Paulo, prevendo coisas deste tipo, instruiu os anciãos da igreja de Éfeso, dizendo: “ Porque eu sei isto: que depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis que não perdoarão o rebanho ” ( At 20.29 ). No versículo 33 ele justifica-se: “ De ninguém cobicei a prata, nem o ouro ”. Sabia ele que, quando os lobos entrassem na administração da Igreja, iam cobiçar prata e ouro. Nessa cobiça forçam até os pobres necessitados a praticarem a lei do dízimo ( Mt 23.4 ). Seus objetivos são de buscar glória material para serem ricos e de nada terem falta ( Ap 3.17-18 ).

Mas Paulo adverte, no capítulo 6 da sua Primeira Epístola a Timóteo, que não entre por esse caminho, praticando esse tipo de obra. No versículo 10 ele diz: “ Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males ”. E no versículo 11: “ Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão ”.

O cristão deve contribuir, pois sua contribuição faz parte da obra de Deus. O crente, verdadeiramente convertido à Cristo, recebe pelo Espírito Santo o impulso para contribuir. Há também vários incentivos bíblicos concernentes à contribuição, aliados a grandes e belas promessas; por isto encontramos a linda frase em Atos 20.35, dizendo: “ Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber ”. Desta maneira o cristão contribui espontaneamente, não pela lei de mandamentos carnais, mas pela lei da liberdade, segundo o sentimento do coração, conforme a expressão de Tiago, capítulo 1, versículo 25: “ Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisto persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado nos seus feitos ”, confira também Tg 2.12.

A lei da liberdade dispensa a ordenança de percentual, mas interessa-se no propósito do coração, haja vista a expressão de Paulo na sua Segunda Epístola aos Coríntios 9.7: “ Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade, porque Deus ama ao que dá com alegria ”.

Ao crente que tem consciência de sua responsabilidade diante de Deus, não é preciso que lhe determine a quantia ou o percentual que deva contribuir, pois contribui com o máximo que puder.

A viúva pobre, quando deu o que tinha (o máximo que podia Lc 21.1-4), não o fez com base em dízimo, mas em contribuição espontânea.

A denominação evangélica que ordena o percentual de contribuição, demonstra dúvida quanto à espiritualidade dos seus membros, visto que 1 Timóteo 1.9-10 declara que a lei não é feita para os cristãos, mas para os ímpios, para os profanos, para os que são contra a sã doutrina.

Muitos irmãos inquirem: “visto que o dízimo realmente não foi praticado pela Igreja cristã primitiva, como ele se infiltrou nas Igrejas evangélicas de hoje?”

O dízimo, no Novo Testamento , surgiu a partir do século VI, implantado pela Igreja Católica. Mas só com o apoio da legislação comum, na época de Carlos Magno (séc.VIII), tornou possível à Igreja receber regularmente os dízimos.

No ano de 1890, quando a Igreja foi separada do Estado, o dízimo foi novamente abolido. Pois a partir desta data, o catolicismo preferiu voltar a receber somente ofertas voluntárias por parte dos fiéis, de acordo com a tradição cristã primitiva. Porém, isso não durou para sempre, pois atualmente o catolicismo voltou à prática do dízimo.

No entanto, não temos dúvida de que o dízimo, no Novo Testamento , foi implantado pela Igreja Católica, e conseqüentemente adotado por muitas Igrejas evangélicas. (Bem compreendido, o dízimo não foi inventado pela Igreja Católica, mas sim implantado no cristianismo pela Igreja Católica).

Portanto, podemos afirmar, à luz da Bíblia, que o dízimo realmente nunca foi uma prática da Igreja cristã primitiva. Pois o apóstolo Paulo pregava: “ cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2Co 9.7).

Portanto, cristãos, não podemos nos deixar influenciar pelo espírito legalista, ou seja, não devemos de forma alguma associar a contribuição cristã a cumprimento de percentual.

Os defensores do dízimo alegam o seguinte: “O dízimo é um percentual de referência mínima para estabelecer o piso de contribuição cristã”. Mas, na realidade, tal alegação não confere com a verdadeira doutrina cristã. Pois segundo o ensinamento do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, o Espírito da Graça não estabelece nem piso nem teto de contribuição. O percentual preestabelecido como contribuição mínima (como alegam) é pura lei de mandamento carnal.

A contribuição cristã tem objetivo único de ajudar a obra de Deus, e não de cumprir um percentual. O que passa disto é atitude puramente legalista, vinda de instrutores que, ainda, não conhecendo a justiça do Espírito da graça, querem estabelecer a sua própria justiça.

Não nos resta dúvida de que o obreiro tem o direito e o dever de apresentar as necessidades financeiras da obra e incentivar a contribuição, mas não tem o direito de determinar o valor ou o percentual com que cada um deva contribuir. Tal condição não deve ser aceita: “ Estai pois firmes na liberdade com que Cristo vos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão ” ( Gl 5.1 ), “ Mas se sois guiados pelo Espírito não estais debaixo da lei ” ( Gl 5.18 ).

“Este é apenas um dos doze capítulos que compõem o livro “O Dízimo e a Graça”, você poderá copiar os demais capítulos GRATUITAMENTE para seu computador clicando aqui ou utilizando o botão “Download” do menu do site.”

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