O Aborto dos Gêmeos

Uma menina de nove anos foi estuprada pelo padrasto e ficou grávida de gêmeos. Aconteceu em Alagoinha, Pernambuco. Na 15ª semana de gravidez, o aborto foi realizado. A menina, sob orientação médica, ingeriu três comprimidos capazes de induzir ao aborto e expeliu os dois fetos.

Nessa fase, “o feto já possui seus órgãos formados, porém imaturos. O fígado e os rins já iniciam sua jornada de maturação assim como os demais. Os olhos e as orelhas já estão na região correta assim como as sobrancelhas e as bochechas já estão definidas e visualizadas. O feto mede nesse período 12 cm e pesa até 220 gramas. Nessa fase, é possível detectar o sexo do bebê a partir do exame de ultra-som e ainda apalpar o mesmo nas regiões próximas do umbigo. As articulações do bebê já são movimentadas e os ossos permanecem cada vez mais duros por causa da quantidade de cálcio que recebe”.

A notícia causou comoção nacional. Muitos, talvez a maioria, aprovaram o aborto por motivos os mais variados: o padrasto é um monstro; a menina não teria estrutura emocional e física para suportar a gestação até o fim; a menina correria risco de vida.

Os gêmeos não mais estavam predestinados à vida. Pela decisão humana, estavam destinados a morrer.

Os favoráveis ao aborto nunca argumentam em defesa do feto. Só a mãe é merecedora de atenções. No caso sob exame, quem recebeu maior penalidade foram os inocentes. O cruel padrasto será condenado a alguns anos de prisão, mas continuará vivinho da silva. A menina seguirá o curso de sua vida e poderá superar esse trauma. E os gêmeos?

Todas as vezes que meditei sobre o caso veio-me à mente o mandamento divino: “Não matarás” (Rm 13.9). A obediência à vontade do Senhor não se vincula às circunstâncias. Ou melhor, não são as circunstâncias que nos levam a obedecer ou desobedecer a Deus.

Todos os recursos médicos disponíveis deveriam ter sido empregados para garantir a gestação até o fim, mas a solução encontrada foi o aborto.

Antes de tomar posse da Terra Prometida, dez dos doze espias tremeram diante dos gigantes que ali habitavam:

“Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (Nm 13.31).

Mas Josué e Calebe creram na promessa do Senhor. Não olharam para as circunstâncias, dificuldades e perigos:

“O Senhor é conosco; não temais os gigantes” (Nm 14.9).

Uma família verdadeiramente cristã não abriria mão de sua fé. Diria: “O problema é grande, mas confiamos em Deus. As crianças não serão exterminadas. O Senhor é o dono da vida. Consagro essas crianças ao Senhor e nEle confio”.
12.03.2009

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