Minhas Batalhas Espirituais – IV

Jovem queria morrer

Ele já havia aprontado em outras ocasiões. Na noite em que foi difícil conter a fúria do demônio, eu não estava presente. O jovem, a que chamarei de José, se debatia enfurecido, e partia pra cima de quem se atrevesse a encará-lo.

Muito conhecido no povoado, é companheiro de uma jovem que mora na casa ao lado de nossa igreja. Freqüentou nossa congregação por pouco tempo. Contou-me que seus colegas, inconformados com sua mudança de vida, levaram-no para um local deserto, apontaram um revólver para sua cabeça para forçá-lo a fumar maconha, como era seu costume. Ele não cedeu: – “Vocês podem até me matar, mas não voltarei a fazer o que fazia”. Deu as costas e foi-se.

Diante disso, julguei que a sua conversão fora para valer. Engano. A Igreja falhou em alguma coisa? Talvez no acompanhamento, na assistência, no aconselhamento, sei lá.

Certa noite, depois de terminado o culto, a sogra de José me pediu ajuda: – “Pastor, o rapaz está com aquela coisa”. Eu e minha mulher fomos até lá; mais ninguém. A casa fica vizinha à igreja, como já foi dito. Entrei no quarto onde ele se encontrava; a iluminação era bem reduzida. Ele estava de costas, com uma toalha à volta do pescoço.

Não sei onde fui buscar tanta coragem. Aliás, sei; confiava na procuração passada por Jesus aos que crerem: “Em meu nome, expulsarão demônios”. Minha mulher vinha bem atrás de mim. Hoje, reconheço que não usei de prudência. O “valente” poderia se achar de posse de uma arma qualquer. Poderia ter ido com outros irmãos.

Entrei no quarto com palavra de ordem: “De joelhos, em nome de Jesus”. Sem dizer palavra, virou-se com rapidez na minha direção. Foi preciso ordenar mais uma vez. Enfim, ajoelhou-se com rapidez; seus joelhos bateram com força no chão. Em seguida, ordenei que colocasse as mãos para trás, no que fui atendido. Uso com freqüência esse expediente, a fim de mobilizar o possesso e diminuir seu poder de ação.

Expulsa a entidade maligna, perguntei-lhe em que ele pensou durante a possessão: -“Vontade de tirar minha vida”, respondeu. A pessoa que está sob forte influência demoníaca tem desejo de cometer suicídio. Quantos não se matam por esse mundo a fora! Quantos não se jogam pelas janelas dos edifícios, de cima das pontes, debaixo de veículos em movimento? E mais; quantos, sob domínio satânico, não matam entes queridos, pai, mãe, irmãos, filhos?

Merece nossa reflexão o que está na Bíblia: “Sujeitai-vos, pois a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chagará a vós” (Tg 4.7-8. Ver 1 Jo 5.18).
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08.09.2005

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