Minhas Batalhas Espirituais – III

Trazida por alguns irmãos, ela chegou após o encerramento do culto. Pressão alta, insônia e outros males obrigavam-na a peregrinar pelos postos de saúde. Já era conhecida das enfermeiras e médicos de plantão. No passado, tivera contatos com o ocultismo. Seus dois filhos já eram convertidos, mas, apesar dos apelos, resistia.

Muitas pessoas são assim; sabem que estão no caminho errado que levará à perdição, mas não aceitam a salvação que há em Cristo. Tive um caso desses com uma jovem. Todas as vezes que recebia oração, ficava possessa. Nesses casos, não adianta orar, expulsar os demônios; eles voltam. A vítima precisa tomar uma decisão séria de arrepender-se, deixar o pecado e entregar-se a Jesus (Pv 28.13; Tg 4.7; 1 Jo 5.18).

Maria, de uns 60 anos, estava ali para pedir socorro. Vi tristeza e cansaço em sua face. Iniciei perguntando-lhe se gostaria de aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Respondeu que naquele momento não estava disposta a fazê-lo. Talvez em outra oportunidade. Muitos agem dessa maneira: querem a bênção de Deus, mas rejeitam o Deus da bênção.

Iniciei a oração. Clamei pela misericórdia de Deus sobre aquela vida. Na segunda parte da oração, usei do nome de Jesus; repreendi as enfermidades; quebrei os laços do inimigo e ordenei que o espírito de enfermidade saísse. No exato momento em que dei essa ordem, o espírito imundo apossou-se dela. A mulher levantou-se de um pulo, e veio na minha direção. Uns dez irmãos estavam no local. Sem tocar em mim, rodopiou na pequena sala e pronunciou algumas palavras incompreensíveis.

O mais interessante é que logo após a libertação a mulher já apresentava um semblante mais calmo. A face carregada desaparecera. Os olhos tinham agora um brilho diferente. Acho isso fantástico! Lembra-nos o caso da mulher que andava encurvada há dezoito anos por causa de um espírito de enfermidade (Lc 13.11-12). Jesus continua operando.

Mais uma vez perguntei: Deseja entregar sua vida ao Senhor Jesus? Ela respondeu: Sim, eu quero. A partir daí, livrou-se dos remédios diários, das freqüentes visitas aos hospitais, das insônias e de outros males. Por várias semanas freqüentou a igreja, sempre dando testemunho do que o Senhor lhe fizera.

Todavia, com o passar do tempo foi-se esquecendo da graça recebida. Quando a brasa sai do braseiro, vira carvão. Talvez ela tenha pensado que tudo aquilo não passara de coincidência; que poderia retornar aos pecados doutrora. Ledo engano:

“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2 Pe 2.20-21).

Após afastar-se da igreja, Maria voltou a sofrer das mesmas enfermidades. Retornou ao Caminho e reconciliou-se com o Senhor. Prometeu nunca mais se afastar. Agora, porém, a cura não foi tão espetacular como da primeira vez. Mistérios de Deus. A luta continua.

Sabemos que não lutamos contra pessoas, mas contra o maior inimigo dos homens e de Deus. Ontem, um jovem me pediu ajuda: Pastor, só não estou morto porque a corda se partiu. Ele tentara o suicídio; estava bêbado; orei por ele. Prometeu retornar. Mais uma batalha à vista.

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08.08.05

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