Maria, mãe de Deus?

Creio que Maria não é mãe de Deus, pelas seguintes razões:
Deus é um Ser Eterno, Imutável, Onipresente, Onipotente e Onisciente. Deus não teve começo nem terá fim. Maria teve começo. Seu corpo desceu à sepultura donde ressurgirá na vinda de Jesus. Seu corpo humano foi gerado por outro corpo humano. Então ela, como toda a humanidade, foi gerada mediante um ato sexual praticado entre seu pai e sua mãe. Maria, os santos de hoje e os de ontem, e todos nós somos ramos da árvore genealógica que tem como tronco Adão e Eva.
Um ser finito, humano, limitado – MARIA – não pode gerar, por si só, um Ser ilimitado.

Maria é criatura de Deus. A criatura não pode ser mãe do seu Criador. Maria chamou Deus de seu Salvador, ou seja, Aquele que iria lhe dar salvação: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46-47). Nesta oração Maria declarou o seguinte:

a) Que não era mãe de Deus
b) Que não era imaculada.

Maria é filha de Deus (Jo 1.12). A filha não pode ser mãe de seu Pai. Maria não pode ser mãe do seu próprio Salvador. Quem clama por salvação, necessita de salvação. O servo não pode ser igual ou superior ao seu Senhor. Maria se declarou serva de Deus. Jesus disse que “O discípulo não é mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor” (Mateus 10.24). E Maria falou: “Eu sou a serva do Senhor” (Lucas 1.38); “Pois [o Senhor] olhou para a humildade da sua serva” (Lucas 1.47). “Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, pois grandes coisas me fez o Poderoso. Santo é o seu nome” (Lucas 1.48-49). Bem-aventurada quer dizer muito feliz. Jesus disse que seriam bem-aventurados os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da justiça, e todos os que sofressem injúria (Mateus 5.3-12). Logo, não é correto chamar apenas Maria de bem-aventurada. Bem-aventurados somos todos nós os puros de coração pela fé no Senhor Jesus. Para que Maria fosse mãe de Deus necessário seria que ela fosse também Poderosa.

Isabel saudou Maria da seguinte forma: “De onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor” (Lucas 1.43). Isabel não estava se referindo ao Deus Eterno e Imutável. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó não estava no ventre de Maria naquele momento. Ela se referiu ao Messias esperado, Aquele que traria as Boas Novas, o Enviado de Deus Pai.

Em João 3.16, lê-se: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Aqui está uma declaração da eternidade do Filho que foi enviado. Jesus foi enviado. Ele já existia na qualidade de Pessoa da Trindade. Ora, o Eterno não pode ser criado. Um ser humano não pode ser mãe do Eterno. Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão nascesse, EU SOU” (João 8.58).

O Filho de Deus participou da Criação do homem e de todas as coisas. Vejam: “Todas as coisas foram feitas por meio dEle, e sem Ele nada do que foi feito se fez…” (João 1.3). Na criação do homem estava o Filho: “Façamos o homem à nossa imagem…” (Gênesis 1.26). Quem fez o homem não foi apenas o Pai. Por isso, o verbo no plural (FAÇAMOS). Logo, todos nós fomos criados por Deus. Maria foi criada por Deus. Portanto, Maria não pode ser mãe do seu Criador.
Admitida a hipótese de Maria ser mãe de Deus, teríamos não uma Santíssima Trindade, mas um Santíssimo Quarteto, assim constituído: Pai, Mãe, Filho, Espírito Santo. Para ser Mãe de Deus, Maria teria que possuir os mesmos atributos da Trindade: onipresença, onipotência, onisciência, imutabilidade, eternidade. Nenhum espírito humano pode possuir tais atributos. São atributos intransferíveis. Admitir um Quarteto Divino seria negar a Palavra de Deus. A Bíblia só fala de uma unidade (Deus) composta de Três Pessoas.

A Mãe de Deus seria uma Pessoa tão divina e importante que o Filho teria se referido a Ela com bastante freqüência. Assim como o nome de Jesus – Messias, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Renovo – permeia toda a Bíblia, o nome de Maria e seus atributos seriam registrados na Palavra. A partir do Antigo Testamento, Deus nos revelaria a existência de Sua Mãe. Ora, se admitirmos a hipótese, embora absurda, de que Deus foi gerado por sua Mãe Maria, então Maria estaria acima de Deus. E quem teria gerado Maria?

Maria foi o instrumento usado por Deus para que no seu ventre o Verbo se fizesse carne e habitasse entre nós. O Filho que desceu do céu para se fazer homem já existia antes de Maria, antes de todas as coisas que conhecemos (Jo 3.16). Antes de ficar grávida, Maria declarou que era SERVA DO SENHOR, referindo-se a Deus (Pai, Filho, Espírito Santo).

Em resumo, Deus não tem mãe. Nem pai.
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