LIÇÕES BÍBLICAS – A Imoralidade Sexual

Lições Bíblicas

A Imoralidade Sexual

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram. E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível. Mudaram a verdade de Deus em mentira. Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. Também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homem com homem, cometendo torpeza. Estão cheios de toda iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade. São dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem (Rm 1.21-32).

Não o glorificaram – Embora os versículos 21-28 tratem principalmente da depravação cada vez pior entre os ímpios, eles também apontam os princípios por que um dos pecados principais dos líderes cristãos que caem é a imoralidade.
Quando os líderes da igreja tornam-se orgulhosos (v.22), buscam honra para si mesmos (v.21) e exaltam a si mesmos (a criatura) mais do que o Criador (v.25), uma porta se abre, então, na sua vida, à impureza sexual e à vergonhosa concupiscência (vv. 24,26). Caso não voltem arrependidos, serão por fim controlados por uma mente pervertida (v.28).
Tais pessoas talvez prossigam na concupiscência e pecados vergonhosos, enquanto justificam seus próprios atos como sendo fraqueza humana comum, persuadindo a si mesmos que ainda estão em comunhão com o Espírito Santo e no gozo da salvação. Fecham seus olhos à advertência bíblica de que “nenhum fornicador, ou impuro… tem herança no Reino de Cristo” (Ef 5.5).
Também Deus os entregou (v. 24) – Um sinal evidente de que Deus ter abandonado qualquer sociedade ou povo é que tais pessoas tornam-se obcecadas pela imoralidade e perversão sexual. (1) A expressão “também Deus os entregou” à imundícia significa que Deus abandonou essas pessoas às concupiscências mais baixas. A palavra “concupiscência” (gr. epithumia) neste versículo, denota uma paixão desenfreada por prazeres sexuais proibidos (cf. 2 Co 12.21; Gl 5.19; Ef 5.3). (2) As três etapas do abandono por Deus, à impureza: (a) Ele entrega as pessoas aos prazeres sexuais pecaminosos que degradam o corpo (v. 24); (b) Ele as entrega às paixões homossexuais ou lésbicas, vergonhosas (vv.26, 27); a seguir: (c) Ele as entrega a um sentimento perverso, i.e., sua mente justifica suas ações iníquas e pensam continuamente no mal e nos prazeres dos pecados sexuais (v.28). Essas três etapas ocorrem entre todos que rejeitam a verdade da revelação divina e que buscam o prazer na iniqüidade (v. 18). (3) Deus tem dois propósitos ao abandonar os iníquos ao pecado: (a) permitir que o pecado e suas conseqüências se acelerem como parte do seu juízo sobre eles (2.2); e (b) levá-los a recorrer sua necessidade da salvação (2.4).
Mentira (v.25) – A “mentira”, aqui, é a mensagem de Satanás, o pai da mentira (Jo 8.44): “sereis como Deus” (Gn 3.5). (1) Crer na mentira é rejeitar “a verdade de Deus” e tomar parte na idolatria (Gn 3.5; Gl 3.5; 2 Ts 2.11). (2) A Bíblia adverte constantemente contra o orgulho devido à tendência do ser humano de crer na mentira e adorar a si mesmo. “Visto como se eleva o teu coração, e dizes: eu sou Deus” (Ez 28.2; cf. Pv 6.17; 8.13; 16.18; 1 Tm 3.6; Tg 4.6; 1 Jo 2.16).
Homem com homem (v.27) – O apóstolo, certamente, considerou a abominação homossexual do homem e da mulher como a evidência máxima da degeneração humana, resultante da imoralidade e do abandono da pessoa por Deus (Gn 19.4,5; Lv 18.22). Qualquer nação que justifica o homossexualismo ou o lesbianismo, como um modo aceitável de vida, está nas etapas finais da corrupção moral. Mais textos bíblicos a respeito dessa prática horrível: Gn 19.4-9; Lv 20.13; Dt 23.17; 1 Rs 14.24; 15.12; 22.46; Is 3.9; 1 Co 6.9,10; 1 Tm 1,10; 2 Pe 2.6; Jd v. 7.
Consentem aos que fazem (v.32) – As últimas palavras de Paulo sobre a pecaminosidade humana tem a ver com a condenação, por Deus, de uma condição do ser humano merecedora de maior juízo do que a própria prática do pecado, i.e., apoiar, aprovar e incentivar o mal, sentindo prazer nas práticas imorais dos outros. Esse é o derradeiro grau da depravação – deleitar-se com a concupiscência e a iniqüidade dos outros. É o pecado como uma forma de entretenimento.
A palavra “consentem” (gr. suneudokeo) significa “concordar”, “consentir” ou “solidarizar-se”, indicando prazer imodesto nos pecados dos outros, ora prevalecente na sociedade humana.
Em nossos dias, sabemos quão grandes danos são produzidos pelas cenas imorais que dominam a mídia do entretenimento; mesmo assim, muitos consentem nisso, tendo nelas prazer. Quem se diverte, olhando outras pessoas pecarem e cometerem atos malignos, mesmo sem os praticar pessoalmente, receberá a mesma condenação divina que aqueles que as cometem. A iniqüidade aumenta em qualquer sociedade onde não há restrição decorrente da desaprovação, pelos outros, de tais males.
Logo, aqueles (e especialmente aqueles que professam a fé dm Cristo) que se divertem com as práticas imorais dos outros, mesmo sem cometê-las, contribuem diretamente para predispor a opinião pública à imoralidade e, portanto, à corrupção e, por isso, à condenação eterna de um número infinito de pessoas. Esse pecado é digno de morte (v. 32) e será desmascarado e condenado no dia do juízo (2 Ts 2.12).
Transcrição:
Pr. Airton Evangelista da Costa
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