ESCOLA BÍBLICA – A importância do jejum

“QUANDO JEJUARDES, não vos mostreis contristados como os hipócritas… Unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas…” (Mt 6.16-18).
“Na Bíblia, jejuar refere-se a abstenção de alimento por motivos espirituais. Embora o jejum apareça frequentemente vinculado à oração, ele por si só deve ser considerado uma prática de proveito espiritual. Na realidade, o jejum bíblico pode ser chamado de “oração sem palavras”.
(1) Há três formas principais de jejum, vistas na Bíblia: (a) Jejum normal – a abstenção de todos os alimentos, sólidos ou líquidos, mas não de água; (b) jejum absoluto – a abstenção tanto de alimentos como de água (Et 4.16; At 9.9). Normalmente este tipo de jejum não deve ir além de três dias, pois a partir daí o organismo se desidrata, o que é muito nocivo à saúde. Moisés e Elias fizeram jejum absoluto por 40 dias, mas sob condições sobrenaturais (Dt 9.9; Ex 34.28; 1 Ts 19.8); (c) o jejum parcial – uma restrição alimentar, e não uma abstenção total de alimentos (Dt 10.3).
(2) O próprio Cristo praticava a disciplina do jejum e ensinava que a mesma devia fazer parte da vida consagrada do cristão (Mt 6.16), além de ser um ato de preparação para a sua volta. A igreja do Novo Testamento praticava o jejum (At 13.2,3; 14.23; 27.33).
(3) O propósito do jejum com oração: (a) um ato para Deus, visando á sua honra (Zc 7.5; Lc 2.37; At 13.2); (b) o crente humilhar-se diante de Deus (Sl 69.10; Ed 8.21; Is 58.3), para receber mais graça (1 Pe 5.5) e desfrutar da presença íntima de Deus (Is 57.15); (c) expressar pesar por causa dos pecados e fracassos pessoais cometidos (1 Sm 7.6; Ne 9.1,2); (d) pesar por causa dos pecados da igreja, da nação e do mundo (1 Sm 7.6; Ne 9.1,2); (e) buscar graça divina para novas tarefas e reafirmar nossa consagração a Deus (Mt 4.2); (f) como um meio de buscar a Deus, aproximar-nos dEle e prevalecer em oração contra as forças espirituais do mal que lutam contra nós (Ed 8.21; 23.31; Jl 2.12; Jz 20.26; At 9.9); (g) como um meio de libertar almas da escravidão do mal (Is 58.6-9; Mt 17.14-21); (h) demonstrar arrependimento e assim preparar o caminho para Deus mudar seus propósitos declarados de julgamento (Jn 3.5. 10; 1 Rs 21.27-29; 2 Sm 12.16,22; Jl 2.12-14); (i) obter revelação, sabedoria e entendimento no tocante à vontade de Deus (Dn 9.13-21; Is 58.6, 11; At 13.2,3); e (j) abrir caminho para o derramamento do Espírito e para a volta de Cristo à terra para buscar o seu povo”.
Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal
Transcrição: Pr. Airton Evangelista da Costa

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