Documento papal sobre as Cruzadas datado de 1145

PESQUISA – Informações, artigos, estudos de fontes diversas

Fonte: ESPINOSA, Fernanda (Org.). Antologia de textos históricos medievais. Lisboa: Sá da Costa Editor – citado por Almanaque Abril/1999.

Cruzadas, Relatos sobre as primeiras cruzadas

Privilégios pontifícios aos membros da Segunda cruzada (1/12/1145)

[…] Concedemos e confirmamos pela autoridade que nos foi dada por Deus a remissão dos pecados que o nosso já citado predecessor o Papa Urbano estabeleceu para aqueles que, ajudados pelo intuito da devoção, tomarem a seu cargo e realizarem esta tão santa e necessária obra e tarefa; e que as suas mulheres e filhos, bens e possessões, permaneçam sob a proteção da Santa Igreja, de nós próprio e dos arcebispos, bispos e outros prelados da Igreja de Deus. Proibimos também, pela autoridade apostólica, que seja feito qualquer requerimento dizendo respeito às coisas que possuíam pacificamente na época em que tomaram a cruz, até ao momento em que houver notícias certas do seu retorno ou da sua morte. Além disto, aqueles que combatem pelo Senhor não devem de maneira alguma preocupar-se com vestes preciosas, com a aparência do corpo, com cães, falcões ou outras coisas que sejam sinais de lascívia […], mas deverão com toda a sua força dedicar atenção e diligência às armas, cavalos e outras coisas com as quais terão de combater o infiel. Aqueles que estão onerados com uma dívida a outro e quiserem com o coração puro empreender a santa jornada, não pagarão juros pelos tempos passados. Se eles, ou outros por eles, estiverem ligados por um juramento ou penhor, para pagamento de juros, absolvemo-los pela autoridade apostólica. […]”

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