DIA DO SENHOR

Pastor Wagner Antonio de Araújo

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.
(Rm 14:5);
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
(Mt 6:33)

Há cristãos que guardam um dia da semana, e o santificam especialmente, consagrando-o para o serviço de Deus. A maioria faz isso no domingo, um dia entre sete totalmente adaptado ao calendário ocidental. Há outros, todavia, que preferem fazer isso no dia chamado sábado, para coincidir com o sábado da semana judaica, mantendo, assim, fidelidade também à nomenclatura.

Os antigos catecismos evangélicos traziam bem estampada a santificação do Dia do Senhor, o domingo, reservado à obra de Deus e ao descanso semanal. Nós todos sabemos o quanto esse dia é importante nas nossas igrejas: é o dia da comunhão, da confraternização, dos cultos semanais tão aguardados, das apresentações musicais, dos almoços com a família, das reuniões importantes. Geralmente esse é o dia semanal de folga.

Contudo, a comodidade exigida por nós e a sede por lucros e dividendos, fez com que nos Estados Unidos se engolisse o Dia do Senhor, e se trabalhasse todos os dias da semana. Isso contaminou todo o Ocidente. Criticamos esse sistema desprezador do Dia do Senhor, mas o realimentamos hipocritamente, quando, após os cultos, vamos comprar coisas nas lojas do comércio, quando pedimos comida nos restaurantes, quando assistimos a filmes nos cinemas ou trocamos filmes nas locadoras. Há, à parte disto, um grupo de profissionais imprescindível à segurança de todos: aqueles que são de primeira necessidade: os médicos, os bombeiros, os policiais, os oficiais da água e da luz, os repórteres, os agentes de hotelaria. Poderia citar muitos outros, mas aqui já basta para vermos quantos profissionais trabalham nesse dia.

Bem, é preciso afirmar-se quatro coisas.

A primeira é que não apenas o domingo é Dia do Senhor, mas a segunda, a terça, a quarta, a quinta, a sexta e o sábado. Para o crente, todo dia é dia santo, todo dia é do Senhor. Respeitamos aqueles que consagram um deles como mais especial que os demais, e não os criticamos. Gostaríamos que eles também não o fizessem conosco.

Segunda: ainda que todos os dias sejam santos ao Senhor, as igrejas devem consagrar um para a comunhão, para a celebração da fé, adoração em comunidade. A reunião do povo de Deus é indispensável, e, para tanto, temos que consagrar um dia comum para todos. E esse dia é o domingo. Nossos amigos geralmente estão disponíveis para irem à igreja conosco, ouvir a mensagem do Senhor,. É uma escolha similar à da igreja primitiva (primeiro dia da semana).

Terceira: há um princípio maior no mandamento da guarda do Dia do Senhor: é que o cristão deve separar um dia em sete, para o serviço do Senhor, o serviço ao próximo, a adoração, a dedicação, a comunhão. É um dever de todos nós.

Quarta: esse princípio contido no mandamento também diz respeito ao descanso que o nosso corpo necessita ter, a cada seis dias. Também diz respeito ao convívio familiar tão indispensável, às atividades caseiras, sociais, amistosas. Quando Deus criou “o sábado”, o sétimo dia, ele sabia de todas as implicações, e tinha ciência do que fazia. Não foi à toa!

Desprezar isso é desprezar ao que Deus preparou para nós. Vamos, irmãos, ser criteriosos, e dedicar ao Senhor o que lhe é devido. Vamos procurar guardar o Dia do Senhor, vamos separar um tempo para Deus e para nós! Sejamos obedientes!

Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP
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