As Falsas Profecias das Testemunhas de Jeová

As falsas profecias das Testemunhas de Jeová
(1914, 1918, 1920,1925 e 1975)

As declarações oficiais da Sociedade Torre de Vigia mencionadas neste trabalho foram extraídas, com permissão dos autores, do livro `A Verdade sobre as Testemunhas de Jeová´, de Cid de Farias Miranda e William do Vale Gadelha, Editora gráfica LCR, 1a edição/21004). Os autores trabalharam por duas décadas na Sociedade.

“Mas o profeta que presumir de falar em meu nome alguma palavra que eu não lhe tenho mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, o tal profeta será morto. Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e o que disse não acontecer nem se realizar, essa palavra não procede do Senhor. Com soberba a falou o tal profeta. Não tenham temor dele” (Dt 18.20-22).

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam; eles vos ensinam vaidades. Falam da visão do seu próprio coração, não da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: O Senhor disse: Paz tereis. Não mandei esses profetas, todavia eles foram correndo; não lhes falei, todavia profetizaram. Ouvi o que dizem esses profetas, profetizando mentiras em meu nome. Até quando continuará isso no coração desses profetas mentirosos, que profetizam o engano do seu próprio coração? O profeta que tem um sonho conte o sonho, mas aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra, com verdade. Portanto, eu sou contra esses profetas, diz o Senhor, que furtam as minhas palavras. Deveras, sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor. Eles os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades, mas eu não os enviei, nem lhes dei ordem. Não trazem proveito nenhum a este povo, diz o Senhor” (Jr 23.1-32).

“Acautelai-vos, porém dos falsos profetas, que vêm até vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos conhecereis” (Mt 7.15-16). Surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos (Mt 24.11).

Vejam que a advertência no Antigo Testamento é confirmada na Nova Aliança. Em resumo, qualquer profecia que não se cumpre não é de Deus. Na maioria dos casos nem é preciso esperar o longo tempo até a confirmação ou não da profecia. Basta examinar a Bíblia. As profecias do Corpo Governante do grupo conhecido por Testemunhas de Jeová se enquadram perfeitamente nessa palavra. Aliás, se enquadram aqui todas as palavras mentirosas que não saíram da boca de Deus, mas do coração enganoso do homem. A Sociedade Torre de Vigia para Bíblias e Tratados, representada por seu Corpo Governante, se autoproclama:

“Organização de Jeová para a salvação” (A Sentinela, 15.07.1982, página 21). Portanto, a Sociedade é o caminho.

“Instrumento usado por Deus, para recebermos a vida eterna no Paraíso terrestre”, sendo “necessário identificar essa organização e servir a Deus como parte dela” (A Sentinela, de 15.09.1983, página 14).

“A organização (Sociedade) está [de tal forma] “unida sob a proteção do Organizador Supremo”, que “apenas as Testemunhas de Jeová têm esperança bíblica de sobreviver ao iminente fim deste sistema condenado” (A Sentinela, de 01.09.1989, página 19). Portanto, fora da Sociedade não há salvação.

“Por meio desta agência [da Sociedade], Jeová revela suas verdades, e faz com que se cumpra o profetizar em escala intensificada e sem paralelo” (A Sentinela, 15.12.1964, pág. 749). Portanto, o corpo Governante é o único capaz de profetizar com acerto.

“Tem Deus algum profeta para declarar as coisas futuras? Tem. São as testemunhas cristãs de Jeová” (A Sentinela, 01.10.1972, página 58).

“A Bíblia não pode ser entendida sem se ter presente a organização visível de Jeová” (A Sentinela, 01.06.1968). Isto é, a Sociedade detém a exclusividade no que tange à interpretação das Escrituras. Logo, os seus seguidores são declarados incapazes de raciocinar.

“Só a organização de Jeová, em toda a terra, é dirigida pelo espírito santo ou a força ativa de Deus. Apenas esta organização funciona para o propósito de Jeová e para seu louvor. Ela é a única para a qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um livro lacrado” (A Sentinela, 01.01.1974, pág. 18, parágrafo 4).

Para progredir na vida é necessário que “estejamos em contato com este canal [a organização visível, a Sociedade]” (A Sentinela, 01.08.1982, página 27, parágrafo 4).

“Sem a ajuda do “escravo fiel e discreto” [O Corpo Governante], nem entenderíamos o pleno sentido do que lemos, nem saberíamos como aplicar aquilo que aprendemos – Mateus 24.454-47” (A Sentinela, 15.07.1987, página 19). Portanto, estão em situação deplorável os quase 500 milhões de evangélicos no mundo, pois dispensam a ajuda da Sociedade.

“É por meio deste instrumento [a Sociedade] designado pelo espírito que suas diretrizes e sua estratégia são comunicadas a todos os seus “soldados” (A Sentinela, 01.12.1982, página 19, parágrafo 10). Se para os TJs o Espírito Santo é uma força ativa de Deus, como aqui está sendo tratado como uma Pessoa que designa, orienta, manda? Incoerência. Se é guiada pelo Espírito Santo, por que as profecias da Sociedade não se cumpriram?

“Lá no ano de 613 a.C., Jeová passou por cima do Sumo Sacerdote Seraías e do segundo sacerdote Sofonias, no templo de Jerusalém, e designou Ezequiel, filho de Buzi, um subsacerdote, para ser seu profeta na terra de Babilônia… O mesmo se deu com as testemunhas ungidas e dedicadas de Jeová lá no ano de 1919 d.C. Os fatos desde então provam que receberam sua ordenação, designação e comissão para seu trabalho neste “tempo do fim” do próprio Jeová, mediante sua organização celestial.” (Livro “As Nações Terão de Saber Que Eu Sou Jeová”, publicado em 1973, página 63). “Os fatos provam”? Onde está escrito? Mesmo com essa suposta unção especial o Corpo Governante até agora não acertou uma só profecia; todas elas foram um fiasco, como veremos mais adiante.

“Do mesmo modo, a moderna classe de Ezequiel foi enviada…este grupo de testemunhas ungidas de Jeová… em breve saberão que houve realmente um “profeta” de Jeová entre eles” (Mesmo livro, página 66). O Corpo governante da Sociedade se autoproclama equiparado aos grandes profetas de Deus, como Ezequiel. Eles não dizem que querem ser; afirmam que são. Vejamos as falsas profecias desse “instrumento de Deus”. Registraremos apenas os trechos mais importantes das declarações oficiais da STV.

O fim do mundo virá em 1914

“Em vista desta forte evidência bíblica concernente aos Tempos dos Gentios, consideramos como uma verdade estabelecida que o final definitivo dos reinos deste mundo e o pleno estabelecimento do Reino de Deus estarão cumpridos em fins de 1914 A.D.” (The Time is at Hande (O Tempo Está Próximo, mencionado no livro Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus, pg. 53, rodapé), de 1889, pg. 99). Notem que a Sociedade, afirmando possuir informações privilegiadas sobre o fim do mundo, declara que sua profecia é “uma verdade estabelecida”.

Antes de prosseguirmos, vejamos o que disse Jesus sobre o tempo do fim:

“Porém, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai; portanto vigiai, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor; por isso estai vós também apercebidos, porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis” (Mt 24.36,42, 44). Na sua condição humana Jesus não sabia, mas agora, ressurreto e glorificado, sabe todas as coisas. O Corpo Governante se colocou em posição superior aos anjos. Somente a ele Deus teria revelado o mês e o ano do estabelecimento definitivo do Reino do Céu. Prossigamos:

“E, com o fim de 1914 A.D., aquilo que Deus chama de Babilônia e os homens chamam de Cristandade, terá passado, conforme já demonstrado pela profecia” (Livro Thy Kingdom Come (Venha o Teu Reino, mencionado no Proclamadores, pg 53, rodapé), de 1891, pg. 153).

“A data do encerramento dessa “batalha” está definitivamente marcada nas Escrituras como sendo outubro de 1914. Ela já está em andamento, seu início tendo se dado em outubro de 1874” (The Watch Tower (A Sentinela), 15.01.1892, pg. 23). O Corpo Governante faltou com a verdade. A Escritura nunca marcou data nenhuma.

“Não vemos razão para mudar os números, nem poderíamos mudá-los, se quiséssemos. Estas são, acreditamos, datas de Deus, e não nossas. Mas tenham em mente que o final de 1914 não é a data do início, mas do fim do tempo de aflições. Não vemos razão para mudar nossa opinião expressa no conceito apresentado na Sentinela de 15 de janeiro de 1892. Aconselhamos que leiam novamente” (A Sentinela, 15.07.1894, pg. 16). Ora, se fossem realmente “datas de Deus”, exclusivamente confiadas ao Corpo Governante, essas datas teriam sido cumpridas e Jesus teria mentido quando disse que ninguém as conhece. Afirmam os autores de “A Verdade sobre as Testemunhas de Jeová” que, hoje, “a Sociedade ensina que 1914 marcou o início do tempo do fim, época de maiores aflições, e não do seu encerramento” (Ibidem, cap. 3, pg. 29).

Tentativas de explicar o fracasso da profecia

“A data marcava apenas um ponto de partida quanto ao domínio do Reino” (Livro ´Proclamadores´, 1993, pg. 135). Aqui começam a mudar a ênfase do discurso. Em 1894 afirmaram que 1914 era o final e não o início dos templos de aflições.

“Em 1914 alguns Estudantes da Bíblia, como eram então chamadas as Testemunhas de Jeová, esperavam ser “arrebatados em nuvens, para encontrar o Senhor no ar…Um dia, alguns deles foram para um lugar isolado a fim de esperar o evento ocorrer. Entretanto, quando nada aconteceu, foram obrigados a voltar novamente para casa num estado mental bem deprimido. “Como resultado, muitos deles caíram da fé” (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1983, pg. 120).

Notem que o Corpo Governante, que antes definiu como certo o fim de todas as coisas em 1914, agora tenta fugir à responsabilidade pelo fracasso da profecia. Esses “profetas de Deus” nunca confessaram seus erros. O ´Anuário´ de 1978, sobre a Noruega, página 205 diz que “alguns cujas expectativas quanto a 1914 eram demasiadas ficaram desapontados e abandonaram a verdade. Mas, na maior parte, os irmãos continuaram fiéis”. Houve uma baixa considerável. Um grande número de testemunhas ficou decepcionadas e abandonaram a Sociedade. Não abandonaram a verdade. Ao contrário, abandonaram a mentira e ficaram do lado da verdade. O Corpo Governante, único responsável pelas falsas profecias, faz de conta que não tem nada a ver com o assunto. No Anuário de 1981, página 45, sobre a França, referindo a uma testemunha chamada Emile Lanz, diz que “ele viu 1914 chegar ao fim sem os cristãos serem arrebatados…para encontrar o Senhor no ar, de acordo com o seu entendimento de 1 Tessalonicenses 4.17”. Ora, foi o Corpo Governante quem criou a falsa expectativa de 1914, enganando um número incalculável de incautos, que, em vez de confiar no que diz a Bíblia, confiaram na palavra de homens falíveis, enganadores, sem temor de Deus.

Fim do mundo adiado para 1918 e 1920

“Também, no ano de 1918, quando Deus destruir as igrejas em escala total e os membros das igrejas aos milhões, será nesse dia que, qualquer um que escapar, se voltará para as obras do Pastor Russell para aprender o significado da derrocada do “Cristianismo” (The Finished Mystery (O Mistério Consumado), publicado pela sociedade em 1917, pg. 485). Até para enganar as pessoas é preciso alguma sabedoria. Se 1914 fracassou, como é que marcam nova data tão próxima? Deveriam ter empurrado o fim para vinte anos depois, para que pessoas ficassem mais tempo iludidas.

“Até as repúblicas desaparecerão no outono de 1920. Todos os reinos da terra passarão, serão tragados pela anarquia” (O Mistério Consumado, pg. 258). Nada disso aconteceu.

Fim do mundo adiado para 1925

“Este período de tempo principiando 1.575 anos antes da era cristã, naturalmente terminará no outono do ano de 1925. Desde que outras escrituras definitivamente estabelecem o fato, de que Abrahão, Isaac e Jacó ressuscitarão e outros fiéis antigos, e que estes seriam os primeiros favorecidos, podemos esperar em 1925 a volta desses homens fiéis de Israel, ressurgindo da morte e completamente restituído à perfeição humana,os quais serão visíveis e reais representantes da nova ordem das cousas da terra. Uma vez restabelecido o Reino do Messias, Jesus e sua igreja glorificada…estes ministrarão as bênçãos ao povo… Como previamente temos demonstrado, o grande ciclo de júbilo deve principiar em 1925. Nesta data a parte terrestre do Reino será reconhecida. Podemos seguramente esperar que 1925 marcará a volta às condições de perfeição humana, de Abrahão, Isaac, Jacó e os antigos profetas fiéis, especialmente esses mencionados pelo Apóstolo no capítulo onze de Hebreus. Baseado nos argumentos até aqui apresentados, isto é, que a ordem velha das coisas, o velho mundo está se findando e desaparecendo, e que a nova ordem ou organização está se iniciando, e que 1925 será a data marcada para ressurreição dos anciãos dignos e fiéis, e o princípio da reconstrução, chega-se á conclusão razoável de que milhões dos que vivem agora na terra, ainda estarão vivos no ano de 1925. Então, baseados nas promessas encontradas nas palavras divinas, chegamos à positiva e indiscutível conclusão de que, milhões que agora vivem jamais morrerão” (Milhões que Agora vivem Jamais Morrerão (mencionado no livro Proclamadores, página 78), lançado pela Sociedade em 1920, foi publicado no Brasil em 1923, fragmentos extraídos das páginas 110, 111, 112, 122). Mais um fiasco. Alguém viu Abraão, Isaque, Jacó e outros andando por aí?

“A data de 1925 é ainda mais distintamente indicada pelas Escrituras porque foi fixada pela lei que Deus deu a Israel” (A Sentinela, 01.09.1922, pg 262). “1925 está definitivamente estabelecido pelas Escrituras, marcando o fim dos jubileus típicos´(A Sentinela, 01.04.1923, pg. 106).

Onde na Bíblia está fixada essa data? Como pode uma meia dúzia de homens enganar tantos por tanto tempo e ainda conseguir milhões de seguidores em todo o mundo? Uma coisa é certa: os mais novos seguidores dessa seita não conhecem a história das falsas profecias, ou, as conhecem, mas têm medo de serem considerados apóstatas e perderem o “amparo” da Sociedade. É possível que muitos fiquem em silêncio pelo temor de enfrentar a tortura das “audiências judicativas”, com seus métodos inquisitoriais,

“Devemos, portanto, aguardar para pouco depois de 1925 assistir o despertar de Abel, Enoque, Noé, Abraão, Isaque e Jacó, Melquisedeque, Jó, Moisés, Samuel, Davi, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, João Batista, e outros mencionados no capítulo de Hebreus” (The Way to Paradise (O Caminho Para o Paraíso), pg 224, publicado pela Sociedade em 1924). Explicam Cid Miranda e William Gadelha que esse livro, “apesar de pouco conhecido atualmente, é mencionado no Anuário de 1987, página 140).

O Corpo Governante dessa organização sabe conceituar os falsos profetas. Vejam o que ele escreveu no livro Raciocínio à Base das Escrituras, de 1985, pg. 158: “Falsos Profetas – Definição: Indivíduos e organizações que proclamam mensagens que atribuem a uma fonte sobre-humana, que, porém, não se originam do verdadeiro Deus e não estão em harmonia com a sua vontade revelada”. Qual a organização que profetiza mentiras em nome de Deus?

Tentativas de explicar o fracasso da profecia

“O povo de Deus teve de ajustar seu modo de pensar sobre 1925. Pensava-se que então o restante dos seguidores ungidos de Cristo iria para o céu, e que os fiéis homens da antiguidade, tais como Abraão, Davi e outros, seriam ressuscitados como príncipes para assumir o governo da terra como parte do reino de Deus. Veio e foi-se o ano de 1925. Os seguidores ungidos de Jesus ainda estavam na terra como classe. Os homens fiéis da antiguidade não foram ressuscitados. 1925 foi um ano triste para muitos irmãos. Alguns deles tropeçaram; suas esperanças foram despedaçadas. Ao invés de isso [ressurreição dos antigos] ser considerado uma probabilidade, leram que era uma certeza” (Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976, pg. 146). Observem a tática de eximir-se de qualquer responsabilidade pelo fiasco da profecia. As profecias de 1914 e 1925 foram apresentadas como certeza, e não como probabilidade. Agora dizem que seus seguidores leram mal. Eles atropelam a Bíblia e se apresentam como ungidos do Senhor. Vejam o que disse Jesus: “Não vos pertence saber os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At 1.7). Sem nenhuma cerimônia nem receio de enfrentar o Justo Juiz nos tempos do fim, eles declaram que as datas anunciadas foram estabelecidas por Deus.

“Os fatos inquestionáveis, portanto, mostram que o “tempo do fim” começou em 1799; que a segunda presença do Senhor começou em 1874…” (A Sentinela, de 01.03.1799, traduzido do inglês). “Os fatos mostram que se trata de um período limitado, com um princípio definido e um fim definido. Começou em 1914, quando Jesus Cristo foi entronizado como rei nos céus” (Livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, 1968, pg. 94). Nota-se que a Sociedade se perdeu num labirinto de datas. Não sabe mais quem, quando, como, onde e por que. Estão perdidos nas masmorras que eles mesmos cavaram. Vejam mais:

“A profecia bíblica mostra que o Senhor devia aparecer pela segunda vez no ano de 1874. A profecia cumprida mostra além de dúvida que ele de fato apareceu em 1874. As profecias cumpridas podem também ser chamadas de fatos físicos; e estes fatos são incontestáveis. Todos os observadores sinceros estão familiarizados com estes fatos, conforme estabelecidos nas Escrituras e explicados na interpretação pelo servo especial do Senhor” (A Sentinela, em inglês, de 01.11.1922). Profecia cumprida? Ninguém viu, ninguém sabe. E mais profecia sobre 1914: “A evidência bíblica mostra que nos ano de 1914 E.C. o tempo de Deus chegou para Cristo voltar e começar a dominar. Visto que a volta de Cristo é invisível…” (Livro Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, 1983, pg. 147). Vejam que a Sociedade agora garante que a profecia foi cumprida, mas que a vinda de Jesus foi invisível. Se foi invisível, como souberam? Antes, a Sociedade afirmava que “o ano de 1878 assinala o tempo para a verdadeira tomada do poder [de Cristo] como Rei dos reis pelo nosso presente, espiritual e invisível Senhor…” (Livro The Time is at Hand (O Tempo Está Próximo), 1889, pg. 129. Menos de um século depois essa data foi alterada para 1914: “Isto significa que Jesus Cristo começou a dominar qual rei do governo celestial de Deus em 1914” (Livro Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, 1983, pg. 141). Teimam em estabelecer uma data para o início do reinado do Senhor Jesus. “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4.4).

Todas as profecias até aqui registradas são extravagantes e inverídicas, mas a que você verá a seguir supera tudo em termos de heresia. O Corpo Governante declarou, recentemente, que “em 1918, o entronizado Rei Jesus Cristo encontrou um pequeno grupo de cristãos que haviam abandonado as igrejas da cristandade… Depois de refiná-los como que com fogo, Jesus, em 1919, conferiu aos seus escravos uma autoridade ampliada, e designou-os sobre todos os seus bens” (A Sentinela, 15.03.1990, pg. 15). Dizem, portanto, que os membros da Sociedade possuem o domínio, a posse e o controle de todos os bens de Cristo. Eles possuem desde 1919 um poder ampliado. É possível que haja pessoas na plena posse de suas faculdades mentais que acreditem nisso?

A profecia para 1975

O Corpo Governante não pára de fixar datas. Continuam alimentando com falsas esperanças e vãs expectativas milhões de seguidores. Essas datas fazem parte da teologia do medo. Se o tempo está próximo, então se preparem, estejam unidos a nós, a única organização confiável e ungida por Cristo. A Bíblia adverte seriamente para não nos envolvermos com adivinhos: “Não deis ouvidos aos vossos profetas, aos vossos adivinhos, aos vossos sonhos, aos vossos agoureiros e aos vossos encantadores…” (Jr 27.9). Se nenhuma das profecias da Sociedade foi cumprida; se nenhuma delas apóia-se na Bíblia Sagrada, é o caso de perguntarmos se os membros que governam a Sociedade torre de Vigia são profetas de Deus ou do diabo. Deixemos que Deus responda: “Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e o que disse não acontecer nem se realizar, essa palavra não procede do Senhor. Com soberba a falou o tal profeta. Não tenham temor dele” (Dt 18.22). Jesus arremata: “Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44). “Mas, quanto aos medrosos… e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte” (Ap 21.8). “A única organização na Terra que compreende as coisas profundas de Deus” inventou que no ano de 1975 algo extraordinário aconteceria. Vejam:

“Segundo esta cronologia bíblica fidedigna, os seis mil anos desde a criação do homem terminarão em 1975 e o sétimo período de mil anos da história humana começará no outono (segundo hemisfério setentrional) do ano de 1975. Assim, seis mil anos da existência do homem na terra acabarão em breve, sim, dentro desta geração. Dentro de poucos anos em nossa própria geração atingiremos o que Jeová Deus poderia considerar como o sétimo dia da existência do homem” (Vida Eterna na Liberdade dos Filhos de Deus, publicado pelo Corpo Governante em 1966, páginas 27-29). Notem como esses adivinhos fazem especulações em torno de datas e com isso alimentando seus fiéis seguidores. Nada de extraordinário aconteceu na década de 70. E continuam:

“Em que ano, então, terminariam os primeiros 6.000 anos do dia de descanso de Deus? No ano de 1975. Isso significa que dentro de relativamente poucos anos testemunharemos o cumprimento das profecias restantes que têm que ver com o “tempo do fim” (Despertai! De 22.04.1967, pg. 20, artigo com o título “Quanto Tempo Ainda Levará?”, e o subtítulo “Os 6.000 Anos Terminam em 1975”). “Em vista do curto período de tempo que resta, desejamos fazer isso tão amiúde quanto as circunstâncias o permitam. Apenas pensem irmãos, restam menos de noventa meses até que se completem os 6.000 anos da existência do homem na terra” (Ministério do Reino, informativo interno da organização, de maio/1968, pg. 4). “Devemos presumir, à base deste estudo, que a batalha do Armagedom já terá acabado até o outono de 1975 e que o reinado milenar de Cristo, há muito aguardado, começará então? Possivelmente…” (A Sentinela, 15.02.1969, pg.115).

Agora vejam os conselhos do Corpo governante aos jovens para que intensifiquem o trabalho gratuito em favor da sociedade, de venda de revistas e “evangelização”: “Em vista do pouco tempo que resta, a decisão de seguir uma carreira neste sistema de coisas não só é sábia, mas também extremamente perigosa. A muitos jovens irmãos e irmãs se ofereceram bolsas de estudos ou empregos que prometiam bons ordenados. Todavia, eles os rejeitaram e puseram em primeiro lugar os interesses espirituais” (Ministério do Reino, dezembro, de 1969, pg. 3). Entenda-se como “interesses espirituais” os altos interesses da Sociedade. “Depois que 1975 veio e passou, muitos dos que rejeitaram empregos e estudos (em prol do que o Corpo Governante considerava que estava em primeiro lugar) sentiram como estes lhes faziam falta. Deixaram-se levar por uma falsa expectativa criada por humanos e sofreram as conseqüências. Suas amargas experiências jamais foram publicadas em A Sentinela, Despertai! E Ministério do Rein” (A Verdade sobre as Testemunhas de Jeová, pg. 67). Em sucessivas publicações, por anos seguidos, a Sociedade tentou manter a chama da falsa expectativa sobre o ano de 1975. O mesmo método foi utilizado com relação às datas anteriores de 1914, 1918, 1920 e 1925. Faltando 15 meses para o início do trágico 1975, a sociedade informou:

“Receberam-se notícias a respeito de irmãos que venderam sua casa e propriedade e que planejam passar o resto dos seus dias neste velho sistema de coisas empenhados no serviço pioneiro. Este é certamente um modo excelente de passar o pouco tempo que resta antes de findar o mundo iníquo” (Ministério do Reino, julho/1974, páginas 3 e 4). Tenho a impressão que esses registros já seriam forte motivo para uma ação judicial contra a Sociedade por perdas e danos. Transcorria o ano de 1975 e a Sociedade ainda alimentava seu rebanho com a falsa profecia: “E agora, neste ano crítico de 1975, pode-se perguntar: Será que o Deus Altíssimo da profecia fez para si um nome? A resposta é óbvia: Sim! Por meio de quem? Não pela cristandade, nem pelo judaísmo, mas pelas testemunhas cristãs de Jeová” (A Sentinela, 15.03.1975, pg. 189).

Tentativa de explicar o fracasso da profecia

“Pode ser que alguns daqueles que têm servido a Deus planejaram sua vida de acordo com um conceito errôneo do que é que deveria acontecer em determinada data ou em certo ano… Mas, eles desaperceberam o ponto das advertências bíblicas a respeito do fim deste sistema de coisas, pensando que a cronologia bíblica revelasse uma data específica. Mas não é aconselhável que fixemos a vista em certa data… Caso alguém tenha ficado desapontado…deve agora concentrar-se em reajustar seu ponto de vista, por não ter sido a palavra de Deus que falhou ou o enganou e lhe causou desapontamento, mas, sim, seu próprio entendimento baseado em premissas erradas” (A Sentinela, 15.01.1977, pg. 56-57).

Quem se baseou em premissas erradas? Foram os fiéis seguidores? Quem disse que a cronologia bíblica era fidedigna e que a infalível profecia para 1975 somente foi revelada por Deus às “testemunhas cristãs de Jeová”? Como aconteceu das vezes anteriores, mais uma vez o Corpo Governante procura esquivar-se da responsabilidade pelas mentiras publicadas. Em nenhum momento assume o erro. Nem pedem desculpas aos milhões que foram enganados. Vejam mais como funciona a tática de culpar os outros:

“Criou-se muita expectativa sobre o ano de 1975… publicaram-se outras declarações que davam a entender que tal cumprimento da esperança até aquela ano era mais uma probabilidade do que mera possibilidade”. (A Sentinela, 15.09.1980, páginas 17 e 18).

Desculpas pelas falsas profecias

Diante dos fatos, a Sociedade declarou: “As Testemunhas de Jeová, devido ao seu anseio pela segunda vinda de Jesus, sugeriram datas que se mostraram incorretas Por isso, há quem as chame de falsos profetas. No entanto, nunca nesses casos presumiram que suas predições eram feitas no nome de Jeová” (Despertai!, 22.03.1993, páginas 3 e 4). O Corpo Governante não “sugeriu” datas. As datas foram anunciadas como fato incontestável. Vamos relembrar o que acima foi dito:

A Sociedade declarou que é o canal de Deus para profetizar com acerto

“Por meio desta agência [da Sociedade], Jeová revela suas verdades, e faz com que se cumpra o profetizar em escala intensificada e sem paralelo” (A Sentinela, 15.12.1964, pág. 749). Portanto, o corpo Governante é o único capaz de profetizar com acerto. “Tem Deus algum profeta para declarar as coisas futuras? Tem. São as testemunhas cristãs de Jeová” (A Sentinela, 01.10.1972, página 58).

A profecia sobre 1914 era uma verdade estabelecida

“Em vista desta forte evidência bíblica concernente aos Tempos dos Gentios, consideramos como uma verdade estabelecida que o final definitivo dos reinos deste mundo, e o pleno estabelecimento do Reino de Deus estarão cumpridos em fins de 1914 A.D.”

A profecia sobre 1925 era verdade indiscutível

“Então, baseados nas promessas encontradas nas palavras divinas, chegamos à positiva e indiscutível conclusão de que, milhões que agora vivem jamais morrerão”.

A profecia sobre 1975 decorria de cronologia bíblica fidedigna

“Segundo esta cronologia bíblica fidedigna, os seis mil anos desde a criação do homem terminarão em 1975”.

Qual será a próxima data?

www.palavradaverdade.org
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16.07.2004

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