Amor Sem Igual

Autor: Pastor Marcos Amazonas
Texto: João 3.16

Introdução

Este texto é conhecido de todos nós. Praticamente todos podemos recitar este versículo de memória. Alguns afirmam que é a Bíblia em miniatura. Na realidade, este versículo está inserido num diálogo de Jesus com Nicodemos. Jesus está a responder a Nicodemos e a explicar o propósito de Deus para todo ser humano, a vida eterna. Esta vida se concretiza quando aceitamos a oportunidade que Deus nos concede.

Jesus nos mostra o quanto Deus nos ama. Ele nos diz que: “O amor de Deus não tem limites; ele engloba toda humanidade. Nenhum sacrifício foi grande demais para trazer sua intensidade sem medidas a homens e mulheres: o melhor que Deus tinha para dar, ele deu – seu único Filho, tão amado.”[1] O amor de Deus por nós é sem igual. Ele deseja que desfrutemos desta relação amorosa. Sendo assim, vejamos o que este texto nos ensina:

1 – O amor de Deus é demonstrado a todo o universo

O texto é interessante. Jesus diz que Deus amou o mundo. Amor é o termo grego ēgapēsem, que é o indicativo de agapaō e significa o amor de Deus para com os homens. João utiliza o termo ágape para demonstrar o amor de Deus ao homem. Ele fala do amor preexistente. Deus é amor (1 Jo 4.8). O seu objectivo é o amor. “O amor do para o Filho é, portanto, o arquétipo de todo amor. Este fato fica visível no envio auto-sacrificial do Filho (Jo 3:16; 1 Jo 3:1, 16).”[2] Seu amor não pode aumentar nem diminuir. É a medida certa. É o amor electivo de Deus (Jer 31.3). O amor fiel de Deus. Ele amou o mundo, o universo e é fiel à sua criação.

O amor de Deus é destinado à sua criação. Deus amou o mundo (cosmos). A palavra cosmos aparece 185 vezes no Novo Testamento. 78 vezes no evangelho de João. Qual é o significado deste termo?

No Novo Testamento podemos dizer que há três significados distintos:

a) Pode significar o universo (e.g. At 17:24), O mundo como a soma de todas as coisas que foram criadas (Jo 1:3).

b) A terra. Este é o conceito que predomina nos sinópticos (Mc 8:36; Mt 4:8, Lc 4:5).

c) A humanidade, o mundo dos homens (Jo 3.19; 2 Co 5:19). Local da actividade salvadora de Deus.

Devemos lembrar que todo o mundo está sob à consequência do pecado (Gn 3.1-19). Todo o universo está a gemer desejando ser restaurado por Deus. É bom notar o que Paulo escreve aos Romanos: “Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoração, a saber, a redenção do nosso corpo.” (Rm 8.19-23). O amor de Deus é por toda à sua criação. O Senhor deseja restaurar todo o universo que está a sofrer por causa do pecado.

O pecado trouxe o caos à criação. O Senhor deseja trazer ordem ao mundo. É interessante porque o termo cosmos no seu sentido clássico significa “edificação” e “construção”. Na filosofia grega é o termo para ordem no mundo e o verbo kosmeo quer dizer “colocar em ordem”. Sabemos que Deus não é Deus de confusão (1 Co 14.33). Ele é o Deus da ordem. A confusão, o caos entraram no mundo com o pecado. Por isso, Deus no seu amor, encarna para por o mundo em ordem. Ele é o Deus que ordena todas as coisas. Ele amou o cosmos e não vai permitir que o diabo o destrua com o pecado. Ele no seu amor faz todas as coisas novas (2 Pe 3.13; Ap 21.1; Rm 8.20-21). No seu amor, Deus restaura todo o universo. O Deus de amor restaura sua criação.

Deus ama o mundo. Deus ama a humanidade. Deus ama a ti e a mim também.

2 – O amor de Deus é sacrificial

Deus amou e ama sua criação. Ele não deseja que ele fica em colapso. Ele não deseja que o caos perdure no universo. E no seu amor ele deu o seu Filho Unigénito. O verdadeiro amor entrega-se sem esperar uma resposta do outro. O Pai deu o Filho e todo que recebe o Filho tem a vida eterna. Foi uma opção de amor, mas nem todos aceitam esta oportunidade.

Paulo fala-nos da prova que Deus dá do seu amor por nós. Veja o que ele diz: “Mas Deus dá prova do seu amor para connosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.” (Rm 5.8). Ele se entregou por nós.

Quem ama está disposto a sofrer para recuperar o seu amado. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera. É isto que Deus faz no seu amor. Ele sofre pelo cosmo, Ele crê na restauração plena da sua criação e espera por este momento. Mas é também verdade que Ele sofreu por mim e por ti. É facto que sua morte na cruz foi porque Ele sabia que estaria a pagar o preço por nossas vidas e cria que muitos aceitariam o seu amor. É uma realidade que Ele ainda espera que tu, que estás aqui e ainda não o aceitaste o aceite como teu Senhor e Salvador.

Deus amou o mundo e em consequência deste amor Ele deu o seu Filho Unigénito, para que nós pudéssemos ter vida. Jesus veio para sofrer, Ele não olhou para si mesmo, mas olhou para nós.

O filme A Paixão de Cristo, procura mostrar quem matou Jesus. A culpa é lançada sobre muitas pessoas, mas a realidade é que Jesus diz que foi da sua vontade entregar-se por amor de nós. Ele próprio deu sua vida e a tomou novamente. Nós não matamos a Jesus, Ele quis morrer por amor de nós Ele se deu por nós. O homem não tinha poder algum para tirar-lhe a vida, foi Ele em atitude sacrificial que desejou morrer por nós (Jo 10.15-18).

O amor de Deus é sacrificial. Ele se entrega para pagar o preço pela minha e pela tua vida. Ela paga a nossa carta de alforria (Rm 6.23; Cl 2.14). Para que isto se torne uma realidade é necessário crê em Jesus. O termo crer significa ter fé em Jesus. Confiar em Jesus e no que Ele fez. Já confiaste tua vida a Jesus?

Deus ama-te, Ele pagou o preço pela tua vida. Entrega-te a Ele, permite que Ele ponha tua vida em ordem.

3 – O amor de Deus produz vida

Vivemos dias onde o amor é banalizado. Vemos os jovens a ter experiências sexuais a declararem que fazem amor. Estão a destruir suas vidas e chama de amor.

Vemos maridos a agredirem suas esposas e depois a afirmarem que as amam. Mães e pais que violentam seus filhos sem reflectir nas consequências. O ser humano está se auto-destruindo. Mesmo assim, diz que ama. Contudo, quando olhamos para Deus, vemos que Ele ama, por isso entrega-se e sofre em nosso lugar para que possamos receber a vida.

O amor de Deus é produtor de bênção. Ele gera vida a cada um de nós. Entretanto, temos que fazer uma opção. Não podemos ficar em cima do muro.

O texto é claro quem crê (recebe) Jesus não perece, mas recebe vida. Quem o rejeita irá perecer, não terá vida. Deus é amor, mas é também justiça e na sua justiça não irá justificar quem rejeita a oportunidade que Ele está a conceder.

Foi o próprio Senhor Jesus quem afirmou: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo 10.10b). Ele veio para conceder vida, mas para receber esta vida é necessário ter fé em Jesus e entregar-se a Ele. É preciso reconhecer que sem Ele não há esperança, estás perdido e a perecer.

Queres ter vida, aceita a Jesus. Ele deseja dar-te vida abundante hoje.

Guisa de Conclusão

O amor de Deus é singular. Não conseguimos explicar.

Ele ama a humanidade. Ele ama toda à sua criação. Ele ama-te e deseja que tu recebas a oportunidade que ELE está a conceder-te hoje. Abre teu coração a Jesus.

Recebe a vida que Deus tem preparada para ti. Permite que o Senhor coloque tua existência em ordem. Deixa que Ele tire o caos de ti e faça-te uma nova criatura. Recebe-o como Senhor e Salvador da tua vida.

Não esquece: Deus ama-te!

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