A redenção do corpo

À obsequiosa atenção de adventistas e jeovitas.

A seguinte indagação é recorrente por parte dos que não acreditam na sobrevivência do espírito por ocasião da morte: se o espírito do justo já está no céu, como justificar a ressurreição para levá-lo de volta ao céu? Com isso, desejam defender a tese de que somente na ressurreição o homem volta a ser alma vivente e ganha a vida eterna.

Não resta duvida de que ressurreição é recomposição, é ressurgimento dos mortos, ato sobrenatural pelo qual o homem retorna à sua composição holística, somente quebrada na morte. Porém, a ressurreição para a vida eterna, para viver eternamente no céu (Jo 14.3; 1 Ts 4.16) se dá num corpo espiritual, poderoso, não corruptível (1 Co 15.42-58).

Que na morte o corpo desce à sepultura e o espírito sobre para Deus é doutrina indiscutível (Ec 3.20. 12.7). Jesus confirmou isso na prática, quando afirmou que o ladrão arrependido subiria para o céu (Lc 23.43). E está evidente na oração do mártir Estêvão: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7.59).

Mas insistem: se já estão no céu, para que a ressurreição?

Por conseguinte, haveriam de perguntar por que Jesus ressuscitou, se Ele entregara seu espírito ao Pai, conforme Lucas 23.46, se Ele já estava no céu, como sempre esteve (Jo 1.1,2; 3.13; Cl 2.9; 1 Jo 5.20; Ap 1.8)? A ressurreição de Jesus é a garantia de que nós, seus seguidores, também ressuscitaremos e nossos corpos passarão por transformação idêntica. A ressurreição é doutrina inquestionável do Cristianismo. Vejam: “Cristo ressuscitou e foi feito as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20); “Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (15.23); “Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”, posto que a vitória sobre a morte se dá pela ressurreição (15. 26).

Os espíritos dos justos que neste momento se encontram no céu estão num estágio intermediário, posto que a plena redenção (resgate, libertação) ocorre na ressurreição: “Nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).

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