A irracionalidade de um racional

“Essa cachorra estava ficando agressiva. Estranhava as pessoas que me visitavam”. Essa foi a principal razão apresentada na Delegacia pela mulher que  abandonou sua cadela numa rua movimentada de São Paulo. Em suas explicações ao delegado, a má dona usou sempre essa expressão “Essa cachorra”.

Milhões viram a cena pela internet. Pretinha, a cadela abandonada, enfrentando a chuva e os perigos do trânsito, ainda acompanhou a sua má dona por um quilômetro.  Pudesse, continuaria correndo por muitas horas. Latiu muito, ora atrás, ora ao lado do veículo de sua “amiga”. Finalmente, foi vencida pelo cansaço.

Com certeza, a má dona sabia que pretinha a seguia e rogava em desespero:

– Não me deixes! Não me deixes! O que aconteceu? Fiz alguma coisa de errado? Peço perdão! Eu te amo!

Com certeza, a má dona, ao parar no semáforo, viu pretinha bem ao seu lado. Insensível à dor do animal, pisou firme no acelerador e seguiu em frente. Quem agiu com irracionalidade? Pretinha ou a má dona? Os cães são fiéis até a morte. Se algum dia pretinha se encontrar com sua infiel proprietária, demonstrará, lambendo-lhe os pés, a mesma alegria de sempre.

Jesus, dissertando sobre o final dos tempos, disse: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12).

Deus ama os animais. Ao repreender Jonas, disse-lhe:

– “E não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também de muitos animais?”. (Jonas 4.11).

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