A Inutilidade do Inútil

Pr. Timofei Diacov

“Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; alí haverá pranto e ranger de dentes” Mateus 25.30. Dizem os entendidos que a pessoa que adquire o complexo de inutilidade pode abreviar a sua morte. Podemos observar que as pessoas que se aposentam e não encontram mais motivos para servir, morrem mais depressa do que aquelas que continuam na ativa. Observem também que os homens morrem primeiro que as mulheres, e que existem mais viúvas do que viúvos. Por que isso? Exatamente porque eles se aposentam e param de trabalhar, enquanto que a mulher continua na ativa, fazendo as refeições, limpando a sua casa. Por isso elas vivem mais tempo do que os seus maridos aposentados.

Ser inútil é um problema muito sério. O texto lido foi extraído da parábola contada por Jesus a respeito dos talentos. Certo senhor, partindo para fora do país, deu talentos aos seus servos. O que recebera cinco, granjeou outros cinco, ficando com dez, o que recebera dois, granjeou outros dois, ficando com quatro talentos. Porém, o que recebera um, foi, enterrou-o, temendo perdê-lo. E, no dia do acerto de contas, os dois mereceram justos elogios, enquanto que o ser inútil recebeu palavras duras, palavras de reprovação, com a ordem de ser ele lançado nas trevas exteriores. O homem inútil não tem nenhuma utilidade. Para que Deus irá abrir-lhe as portas do Reino celestial? Para que o Senhor o há de querer na Sua glória? Na terra ele não soube ser útil. Por isso seria uma inutilidade recebê-lo no reino da luz, do bem, onde só entram pessoas altruístas, pessoas que servem para viver. E nisso não vai nenhuma injustiça.

Por isso, distinto amigo, no dia em que você, por desventura, estiver no lugar de desprezo, não terá nenhum argumento a seu favor, com a intenção de receber uma boa colocação, ou estar numa situação privilegiada, pois Deus só privilegia os úteis, os que procuram servi-lo, bem como servir ao seu próprio semelhante. Jesus, numa outra parábola, diz que, se nos bens alheios não fomos corretos, quem nos confiará o que é nosso? Ou, por outra, se não soubermos cumprir com os nossos deveres terrenos, como havemos de esperar os privilégios celestiais? Jamais devemos perder de vista que, o que fazemos aqui, estamos fazendo para servir a Deus; e se esse não for o nosso espírito, estaremos cavando a nossa própria sepultura. O inútil, aqui, usufruirá por toda a eternidade de sua própria inutilidade. Os úteis serão aproveitados por Deus na obra, aqui e na eternidade; enquanto que, os inúteis, serão desprezados, lançados fora, pois Deus não quer ver a sua obra prejudicada pela inércia, pelos imprestáveis. Deus o quer, distinto amigo, útil aqui e ali. Seja útil, através de Jesus!
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Pr. Timofei Diacov
Rua Aroeira, 135 – Jardim Pinheiro
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