A Inquisição e o Holocausto

NÃO É SAUDÁVEL TRABALHARMOS em cima de hipóteses. Mas permitam-me imaginar o quanto seria desastroso para o mundo se a “Santa Inquisição” tivesse perdurado até os dias de hoje. Quantos milhões de protestantes teriam sido queimados vivos? Quantas salas de tortura teriam sido instaladas por todos os recantos da terra; quantos autos de fé com suas procissões festivas teriam sido ministrados.

Já pensaram se a INQUISIÇÃO e o NAZISMO, de mãos dadas, tivessem conquistado o mundo? Aquela  seria o braço direito deste. A Inquisição faria as prisões e as inquirições e entregaria os hereges ao braço secular do nazismo. Estariam com a faca e o queijo. O dinheiro confiscado aos prisioneiros transformariam as duas instituições numa força politico-militar inexpugnável. Seriam imbatíveis. Dominariam o mundo.

Será que Hitler se inspirou no Tribunal do Santo Ofício e quis fazer sua inquisição particular, à moda da casa? Há certa semelhança nos modos de operação. A espionagem, as prisões, a tortura, a ideia de limpeza geral, de purificação da raça; o desejo de eliminar os politicamente imprestáveis e todos  os opositores. Já li uma frase atribuída a Hitler: “Sou e sempre fui um católico e sempre serei”.

Se o mal tivesse vencido a batalha, como estaríamos nós, os protestantes? Estaríamos pregando a verdade às escondidas, nos guetos, em pequenos grupos, mas de nenhuma forma a Palavra ficaria algemada, como não ficou nos momentos difíceis da perseguição.

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