A Eternidade e a Deidade de Jesus – 2

A declaração do próprio Jesus sobre sua eternidade é indiscutível (Jo 8.58 – Êx 3.14), bem como o registro de Colossenses 2.9: “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Logo, todos os atributos do Pai (onipresença, onipotência, onisciência, imutabilidade, eternidade) também são do Filho e do Espírito Santo. Vejamos agora outros testemunhos sobre a presença eterna do Filho no céu, mesmo quando Ele se fez homem e durante o tempo em que esteve conosco.

“Vós me buscareis, e não me achareis; onde EU ESTOU [grifo meu], vós não podeis vir” (Jo 7.34).

Onde Jesus poderia estar no exato momento em que conversava com seus discípulos? Claro que ele estava na terra, como homem, mas estava também no céu, espiritualmente. Outras afirmações do Senhor Jesus no mesmo teor:

“Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que ESTÁ NO CÉU” (Jo 3.13).

“Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Esta declaração ao ladrão da cruz revela que Jesus estava no céu, embora seu corpo estivesse na cruz. Vejam que ele diz “estarás comigo”, e não “irás comigo”, como alguns imaginam.

Tudo isso nos diz que o Filho, como integrante da Trindade, nunca saiu do céu. O Deus trino é imutável. A vinda do Verbo para se fazer homem (Jo 1.14) não alterou a Trindade. Da mesma forma, o Deus trino não ficou desfalcado do Espírito Santo, quando este, chamado “outro Consolador”, veio dar assistência à Igreja (Jo 14.16-17).

Esses textos confirmam de forma inequívoca a eternidade e deidade do Filho, doutrina expressa de forma sucinta e objetiva em João 1.1: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. E o Verbo, Deus desde o princípio, “se fez carne e habitou entre nós” (v.14). E o apóstolo Paulo, em concordância com João, diz: “Deus se manifestou em carne” (1 Tm 3.16).

 

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